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Dólar continua correção de ‘exageros’ e recua para R$ 2,62

Moeda norte-americana tem recuado em relação ao real desde as primeiras sinalizações de ajuste fiscal da nova equipe econômica

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 16h58


A revisão em baixa das previsões de crescimento mundial causou um movimento de aversão ao risco nos ativos, mas o movimento não sobreviveu no câmbio doméstico, que virou para baixo e fechou no vermelho. 

O dólar no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,6200, em baixa de 0,49% - a segunda queda consecutiva e a quarta em cinco pregões. Na mínima do dia, marcou R$ 2,6050 (-1,063%) e, na máxima, R$ 2,6500 (+0,64%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro tinha perda de 1,02% às 16h33, a R$ 2,6325. 

O recuo da moeda deu continuidade ao movimento de correção aos 'exageros' das cotações verificados até o início deste ano, quando a moeda americana chegou a oscilar na faixa dos R$ 2,71. Esse ajuste foi possível depois da posse da nova equipe e das primeiras sinalizações de ajuste fiscal na economia. 

Hoje, também foi citado nas mesas a perspectiva de melhora do fluxo cambial para o País, em função dos juros altos por aqui - na próxima semana, haverá reunião do Copom onde a taxa Selic deverá subir pelo menos mais 0,50 ponto. Hoje, a taxa básica doméstica de juros está em 11,75%. 

Pelos dados do fluxo cambial divulgados hoje, nos primeiros nove dias de janeiro houve saída líquida de US$ 2,405 bilhões. No mesmo período de 2014, as remessas superaram os ingressos em US$ 861 milhões. 

No começo do pregão, o dólar abriu em alta, diante do quadro de aversão ao risco internacional após a revisão das previsões de crescimento mundial pelo Banco Mundial. 

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