Dólar corrige e avança mais de 1% puxado por exterior

Cotação sobe 1,36% e fecha na máxima do dia, a R$ 2,378, depois de cair 1% na sessão anterior

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

29 de agosto de 2013 | 18h05

O dólar seguiu a tendência de valorização vista no mercado internacional e encerrou nesta quinta-feira, 29, em alta de 1,36%, cotado na máxima do dia, a R$ 2,378. O movimento devolve a queda de 1,05% no fechamento da sessão anterior. O anúncio da revisão para cima da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre torna cada vez mais iminente a retirada dos estímulos por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o que impulsionou o dólar ante as principais moedas globais desde cedo.

Após abrir na mínima, a R$ 2,339, o dólar iniciou a trajetória ascendente com a divulgação dos dados do PIB americano. À tarde, bateu R$ 2,378 na máxima (+1,36%), no momento em que o Banco Central fazia dois leilões de linha.

"O mercado já começou o dia acompanhando o exterior. Além disso, após dois dias em queda, já era previsto um ajuste para cima do dólar", avalia um operador de uma corretora paulista.

Ele explica que o mercado vê na melhora da economia dos EUA um impulso para saída de dólares de países emergentes, migrando para investimentos mais seguros, como títulos norte-americanos, o que acaba resultando na valorização do dólar em relação ao real.

O dólar americano também subiu em relação a outras moedas ligadas a commodities, como o dólar australiano (0,11%), o canadense (0,44%) e o neozelandês (0,36%). Às 17h27 (horário de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,3241, ante US$ 1,3334 do fim da tarde da véspera.

No mesmo horário, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,594 bilhão. O dólar pronto na BM&F teve alta de 1,76%, a R$ 2,3730, com três negócios. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,3730, em alta de 1,76%.

À tarde, os dois leilões de venda de dólares conjugados com leilões de recompra da moeda estrangeira programados pelo Banco Central para 15 horas e 15h15 adicionaram pressão ao dólar, que renovou máximas. A autoridade monetária rejeitou todas as propostas do mercado nas duas operações, o que, segundo operadores, refletiu a dificuldade do BC em fazer a rolagem.

Após o fechamento, a autoridade monetária anunciou um novo leilão de swap cambial tradicional, com início às 10h30 da sexta-feira, 30. A operação não faz parte da programação diária de leilões cambiais anunciada na quinta-feira passada, 22, pelo BC.

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