Dólar destoa do exterior, sobe e fecha em R$ 1,77

Moeda norte-americana vai em sentido contrário à queda do dólar em relação ao euro e da relativa estabilidade mostrada por uma cesta de moedas

Silvana Rocha, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 17h12

O mercado de câmbio doméstico manteve-se volátil, mas operou hoje na direção contrária à da véspera. O dólar abriu em queda ante o real e, no fim da manhã, virou o sinal para alta, que se renovou várias vezes durante a tarde. O preço à vista reproduziu o comportamento do câmbio futuro, onde os investidores locais e estrangeiros fizeram algumas apostas especulativas ou para hedge diante da dúvida sobre o tamanho do corte da taxa Selic hoje à noite. Por isso, o dólar aqui destoou da queda da divisa norte-americana em relação ao euro e da relativa estabilidade mostrada por uma cesta de moedas (dólar Index), que inclui o euro, segundo operadores de bancos e corretoras consultados.

Com valorização final de 0,74%, o dólar à vista retomou o patamar de R$ 1,77 e fechou cotado a R$ 1,7740 no balcão. Na BM&F, a moeda à vista terminou com ganho de 0,53%, valendo R$ 1,7712. Para o gerente da mesa de derivativos de uma corretora, o fechamento em queda do dólar ontem para R$ 1,7610 no balcão e para R$ 1,7595 no contrato de novembro de 2011 deixou a moeda atrativa para compra hoje, principalmente por players estrangeiros, diante da dúvida sobre a decisão do Copom hoje, embora a curva de juros esteja precificando redução da Selic em 0,50 pp.

Quanto aos problemas na zona do euro, segundo ele, os mercados seguem em compasso de espera, já que os governos da França e Alemanha estão correndo para finalizar as negociações sobre a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) antes da cúpula de líderes da União Europeia, no domingo, dia 23. As duas maiores economias da zona do euro prometeram apresentar uma solução abrangente para a crise de dívida da região até o fim deste mês, afirmou.

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