Dólar e Bovespa se ajustam à piora externa

O dólar renovou as cotações máximas esta tarde, na esteira da queda mais acentuada da Bovespa. O dólar negociado á vista reduziu a queda a 0,14%, na máxima a R$ 2,2007, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. No mercado interbancário, o dólar comercial também cai 0,14%, para R$ 2,202, valor máximo do dia até o momento. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, recuou até 0,72%, na mínima por enquanto. Tanto o dólar como a Bovespa são afetados pela piora do cenário externo, segundo operadores consultados. No caso do câmbio, o leilão de compra de dólar realizado pelo Banco Central, em que foram aceitas 11 das 18 propostas apresentadas, à taxa de corte de R$ 2,1985, também absorveu boa parte do fluxo cambial positivo, o que ajuda a dar sustentação ao dólar. Com o agravamento da crise no Oriente Médio e a expectativa sobre os próximos eventos importantes, como a divulgação do índice de preços ao consumidor norte-americano de junho e o discurso do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, amanhã, os investidores ampliam as vendas de ações e ajustam posições em juros e câmbio, num movimento de busca de proteção. O índice de preços ao produtor norte-americano de junho (divulgado hoje), que veio acima do esperado, embora com núcleo em linha com as previsões, alimenta a possibilidade de mais aperto monetário nos Estados Unidos, especialmente por causa da volatilidade dos preços futuros do petróleo. Às 15h25, o contrato de petróleo com vencimento para agosto em Nova York estava em queda de 2,26%, a US$ 73,60 o barril. No entanto, há muita incerteza sobre os desdobramentos do conflito entre Israel e Líbano, disse um operador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.