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Dólar e euro ampliam perdas ante iene com temores sobre economia

Às 11h (de Brasília), o euro estava em US$ 1,2717, de US$ 1,2706 no fim da sexta-feira em Nova York

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

23 de agosto de 2010 | 10h57

O dólar ampliou suas perdas em relação ao iene, com a especulação dos investidores de que as autoridades japonesas estão mais longe de intervir no mercado de câmbio que o imaginado anteriormente.

 

Os temores sobre o ritmo do crescimento mundial e a divulgação de indicadores econômicos decepcionantes da zona do euro beneficiaram o iene, levando a moeda japonesa, considerada tradicionalmente um porto seguro, para uma máxima em dois meses em relação ao euro.

 

Um representante do banco central do Japão (BOJ, na sigla em inglês), afirmou que o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, e o presidente da autoridade monetária, Masaaki Shirakawa, não discutiram medidas de intervenção durante uma conversa por telefone.

 

Kan e Shirakawa "discutiram o movimento recente do mercado de câmbio bem como as condições econômicas no país e no exterior" durante a conversa nesta manhã, afirmou o representante.

 

Às 11h (de Brasília), o euro estava em US$ 1,2717, de US$ 1,2706 no fim da sexta-feira em Nova York. O dólar era cotado em 85,19 ienes, de 85,75 ienes, enquanto euro estava em 108,34, de 108,71. O euro atingiu a mínima de 108,04 ienes, o menor valor alcançado desde 1º de julho, quando alcançou 108,09 ienes. A libra era cotada em US$ 1,5571, de US$ 1,5490. O franco suíço estava cotado a 1,0364 por dólar, de 1,0375 na sexta-feira.

 

O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norte-americana ante uma cesta de moedas, estava em 83,024 pontos, de 82,437 pontos.

 

Com a maioria da atenção dirigida sobre o iene, o desempenho do euro foi limitado por dados decepcionantes. O setor privado da zona do euro registrou expansão em um ritmo mais lento em agosto, pressionado pelos setores de serviços e manufatureiro, de acordo com uma pesquisa do provedor Markit. O índice dos gerentes de compras (PMI) composto preliminar para a zona do euro caiu para 56,1 em agosto, de 56,7 em julho. Os economistas tinham projetado uma leitura de 56,3.

 

Já a França e a Alemanha registraram resultados melhores do PMI, enquanto outras economias continuaram a arrastar-se, alimentando os temores dos investidores de que o aperto fiscal severo em países menores da zona do euro esteja contendo o crescimento.

 

Os dados vieram depois dos comentários, na última sexta-feira, do membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Axel Weber, considerado uma dos membros mais conservadores da instituição, de que a autoridade monetária deverá oferecer liquidez ilimitada para bancos europeus em 2011.

 

"Com as declarações de Weber ainda nas mentes dos investidores, os dados do PMI mais fracos na zona do euro em

agosto não favoreceram o euro", afirmaram analistas da Brown Brothers Harriman. As informações são da Dow Jones.

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