Dólar e iene perdem força por notícias de China e Síria

O dólar e o iene perderam força nesta terça-feira, 10, com indicadores positivos na China e diminuição dos receios com a Síria levando os investidores a abandonar esses tradicionais "portos seguros", em direção a ativos mais arriscados, como moedas emergentes e o euro.

Agencia Estado

10 de setembro de 2013 | 19h09

No fim da tarde em Nova York, o euro subia para US$ 1,3266, de US$ 1,3254 no fim da tarde da véspera. O dólar avançava para 100,38 ienes, de 99,57 ienes, atingindo o maior nível desde 24 de julho; enquanto isso a moeda comum europeia tinha alta para 133,18 ienes, de 131,95 ienes. A libra esterlina também ganhava terreno, cotada a US$ 1,5733, de US$ 1,5700. O dólar australiano avançava para US$ 0,9314, de US$ 0,9228. O dólar caía para 0,9348 franco suíço, de 0,9324 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, tinha leve alta para 74,075 pontos, de 74,054 pontos na segunda-feira.

"A grande mudança hoje veio do debate sobre a Síria. Todas as moedas sensíveis ao risco se saíram bem", disse Ankit Sahni, estrategista de câmbio da Nomura. "Nós tivemos bons números na China, e isso deu alguma força para o dólar australiano e outras moedas", acrescentou Ken Jakubzak, fundador da KMJ Capital.

Na madrugada saíram dados positivos na China. Em agosto, a indústria chinesa produziu 10,4% mais que em igual mês do ano passado e o varejo vendeu 13,4% mais na mesma comparação. Analistas previam altas de 9,9% na produção e de 13,2% nas vendas. Os investimentos em ativos fixos não rurais no país avançaram 20,3% no período de janeiro a agosto, ante igual intervalo de 2012.

Enquanto isso, diminuíram os receios com a Síria. Uma proposta defendida na véspera pela Rússia, de que o regime de Bashar al-Assad entregue suas armas químicas para serem destruídas pela comunidade internacional, parece ganhar força. Apesar de a proposta ser vista com ceticismo pelos Estados Unidos e alguns de seus aliados, o Congresso norte-americano adiou uma votação preliminar sobre a Síria que estava marcada para quarta-feira, 11, e a percepção é que um ataque se tornou menos iminente. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que tinha uma reunião emergencial marcada nesta terça, também cancelou o encontro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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