Dólar e juro de títulos americanos caem após indicadores

O enfraquecimento da atividade industrial na região de Chicago e da confiança do consumidor norte-americano em outubro pesaram sobre o dólar e proporcionaram novos ganhos aos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries). Ambos indicadores potencializam especulações de corte no juro dos EUA. Os contratos futuros dos Federal Funds embutem 12% de chance de o juro cair para 5% ao ano na reunião do Fed (banco central americano) de janeiro do ano que vem. O porcentual não mudou depois da divulgação dos dados. Às 12h32 (de Brasília), o dólar caía 0,37% para 117,10 ienes e o euro subia 0,47% para US$ 1,2777. O juro do título de 10 anos caía 0,87% para 4,6257% ao ano. O Conference Board informou queda para 105,4 do índice de confiança do consumidor em outubro, de 105,5 em setembro e bem abaixo do que esperavam os economistas, 108. O índice que mede a atividade industrial na região de Chicago, da Associação dos Gerentes de Compras de Chicago (NAPM, na sigla em inglês) caiu para 53,5 em outubro, de 62,1 em setembro, abaixo da previsão dos economistas de 58. Antes dos dados, o dólar registrava ganho na expectativa dos dados. Contra o iene, a alta era provocada ainda pelas declarações do presidente do banco central do país, que jogou um balde de água fria nas expectativas de alta no juro até o fim do ano. O iene começou a se enfraquecer na sessão asiática, depois da divulgação de que os gastos dos consumidores japoneses caíram 6% em termos reais, contra expectativa de retração de 2,1%. E seguiu pressionado até o fim da reunião de política monetária do BC japonês, na qual manteve a taxa de juro em 0,25%. Depois de concluído o encontro, Toshihiko Fukui, presidente do BOJ, disse que o BC não precisa "ter preconcepção sobre o timing do próximo aperto e nossa postura de política é completamente aberta". Quanto à possibilidade de o Japão voltar a elevar a taxa de juro neste ano, Fukui disse que "nosso julgamento não mudou". O euro, por sua vez, cedeu no começo do dia, depois da divulgação de queda de 1,7% nas vendas no varejo em setembro na Alemanha. As informações são da Dow Jones.

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