Dólar e juro são pressionados por queda de Bolsas

O dólar atingiu novas máximas esta tarde, pressionado pela queda das Bolsas em NY e da Bovespa em reação ao dado de vendas de imóveis usados nos EUA, em julho, muito abaixo do esperado. Também há expectativa de o BC fazer um leilão de compra ainda esta tarde, o que favorece a alta, segundo operadores consultados. Por volta das 15 horas, o dólar comercial estava na máxima no mercado interbancário, a R$ 2,144 (+0,28%). No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a máxima foi de R$ 2,143 (+0,23%) e, por volta das 15 horas, subia 0,19% a R$ 2,142. Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis em julho caíram 4,1%, para uma média anualizada de 6,33 milhões de unidades - ante projeções do mercado entre -0,6% e -1,1% nas vendas. O dado trouxe a insegurança de volta aos mercados e justifica o aumento de vendas de ações para migração para os mercados de juros e câmbio. O receio dos investidores é que a economia nos EUA esteja se enfraquecendo demais, o que poderá ter impacto sobre a economia global. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caía 2,65%, para 35.706 pontos, por volta do horário citado. No mercado de juros futuros da BM&F, as taxas operam pressionadas. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado, mais projetava taxa de 14,27% ao ano, alta de 0,27% em relação à taxa projetada no fechamento de ontem.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2006 | 15h14

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