Dólar é negociado a R$ 2,157 na BM&F, alta de 0,32%

O dólar abriu em alta no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. O primeiro negócio em contrato de liquidação à vista foi acertado à taxa de R$ 2,152, ante R$ 2,1501 do fechamento de ontem. Às 9h20, o dólar já avançava mais, negociado a R$ 2,157, valorização de 0,32%. As atenções dos mercados externos e do doméstico de câmbio estão voltadas para a divulgação da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a taxa de juros no país. Os investidores mantêm consenso de que o juro permanecerá estável em 5,25% ao ano, mas há bastante inquietação em relação ao recado que poderá vir no comunicado que acompanha o anúncio da taxa. Nos últimos dias, com a divulgação dos balanços das grandes empresas, cresceu a percepção de que a economia norte-americana está mais aquecida do que o desejável e poderá haver pressões inflacionárias que exijam a retomada do aperto monetário dos EUA no curto prazo. Isso não está no preço dos ativos. Se o mercado vislumbrar a possibilidade de o Fed compartilhar dessa avaliação, fará ajustes, e isso está mantendo os investidores cautelosos desde ontem, lá fora e aqui. A reunião do Fed termina no período da tarde e a divulgação do resultado e comunicado está prevista para as 15h15. Até lá, no entanto, alguns podem arriscar apostas de última hora pautados pelos dados da economia e balanços que estão sendo divulgados hoje. O sentimento de cautela do mercado doméstico de câmbio é alimentado também pela proximidade do segundo turno da eleição presidencial brasileira, que acontece no domingo. Como é habitual às vésperas de eleição, os investidores, principalmente os estrangeiros, diminuem a sua exposição a Brasil. Mas neste front, vale pontuar que não há maiores preocupações e o consenso continua sendo de que não haverá mudanças expressivas na condução da economia nacional, qualquer que seja o presidente eleito. Além disso, o mercado vai acompanhar o fluxo e as atuações do Banco Central na compra. Nos últimos dias, a percepção é que a autoridade monetária tem sido firme em suas intervenções ao mesmo tempo em que o fluxo ronda o equilíbrio. Isso ajudou a puxar o dólar para cima, ontem. Na agenda, o destaque é a divulgação, às 10 horas, do resultado fiscal do setor público em setembro. Os analistas consultados pela Agência Estado estimam um superávit de R$ 3,6 bilhões a R$ 7,2 bilhões.

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