Dólar é negociado em alta, influenciado por exterior e clima político

Na máxima, dólar bateu R$ 3,28; mal-estar entre Dilma e Levy após fala do ministro sobre o ajuste fiscal influencia mercado

Luciana Antonello Xavier , O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 12h42

O dólar à vista é negociado em alta nesta segunda-feira, 30, pressionado e renovando as máximas, em sintonia com o movimento da moeda no exterior, que ganha força diante da perspectiva de mais estímulos na China e preocupações com a Grécia.

Um dos fatores locais para a alta da moeda foram os comentários feitos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o ajuste fiscal, que tornam o clima no Planalto e no Congresso ainda mais tenso.

O dólar também é influenciado pelo fim do programa de leilões diários de swap cambial do Banco Central, que termina amanhã.

Às 12h45, o dólar estava em alta de 0,71%, cotado a R$ 3,25. Mais cedo, na máxima, chegou a R$ 3,28.

No cenário político, a tarefa de conseguir aprovação de medidas de ajuste fiscal fica cada vez mais hercúlea após Levy ter dito, em evento fechado na semana passada, que "há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes não da maneira mais fácil, mas... Não da mais efetiva, mas há um desejo genuíno". 

Dilma não gostou nada de sua declaração, que foi feita um mês depois de Levy ter chamado de "grosseira" a desoneração da folha de pagamentos, revista pelo governo, e que a medida não foi para proteger ou criar empregos. Na ocasião, Dilma disse que o ministro tinha sido "infeliz" quando usou a expressão. Por isso, os passos de Levy serão acompanhados de perto hoje, durante sua participação de almoço-debate em São Paulo do Grupo Lide, e amanhã, na CAE do Senado.

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