Dólar encerra em baixa de 0,27%, cotado a R$ 1,8560

Desempenho na semana foi positivo em 2,77%, ampliando a alta acumulada no mês para 2,60% e, no ano, para 11,54%

Silvana Rocha, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2011 | 17h12

Após oscilar em baixa desde a abertura, o dólar no mercado doméstico testou rapidamente, à tarde, o sinal positivo. O ajuste foi uma reação à decisão da Fitch de colocar em revisão para potencial rebaixamento as notas de crédito de Espanha, Itália, Bélgica, Eslovênia, Irlanda e Chipre e também reduzir a perspectiva da França de estável para negativa. No entanto, como essa agência manteve o rating triplo A da França, o dólar logo devolveu os ganhos nos negócios de balcão e no vencimento de janeiro de 2012. Apenas o dólar à vista na BM&F terminou com leve ganho, de 0,04%, cotado a R$ 1,8605, porque este segmento encerra os negócios mais cedo que os demais mercados. O fluxo cambial levemente positivo ajudou ainda a reconduzir a moeda norte-americana para a queda.

O dólar no balcão encerrou em baixa, pelo segundo dia seguido, de 0,27%, cotado a R$ 1,8560. Na semana, porém, o desempenho foi positivo em 2,77%, que garantiu o ganho acumulado no mês de 2,60% e, no ano, de 11,54%. Durante a sessão, a moeda no balcão moveu-se entre a mínima da manhã de R$ 1,8420 (-1,02%) e a máxima à tarde de R$ 1,8640 (+0,16%).

Pouco antes da decisão da Fitch, a Standard and Poor''s anunciou o rebaixamento de seis bancos de Portugal, após revisão de critério. No caso da Fitch, a decisão sobre eventual rebaixamento de rating deve ser tomada até o final de janeiro de 2012 e, se houver de fato o downgrade, seria limitado a um ou dois graus. A agência afirma que, após a reunião de cúpula da União Europeia, "concluiu que uma ''solução abrangente'' para a crise da zona do euro está técnica e politicamente fora de alcance".

A Fitch também critica a postura do Banco Central Europeu (BCE), afirmando que a relutância da instituição em garantir aos países da zona do euro o mesmo grau de auxílio que concede aos bancos da região mina os esforços do bloco monetário para criar uma barreira de contenção da crise.

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