Dólar fecha a R$ 2,195 e interrompe quedas

Após abrir em baixa, mercado reverteu à tarde e cotação encerrou na máxima do dia, com alta de 0,23%

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

27 de junho de 2013 | 17h29

A moeda norte-americana chegou a ficar abaixo de R$ 2,18, mas encontrou resistência neste nível e subiu no final do pregão desta quinta-feira, 27. Ao avanço moderado foi de 0,23% e levou o dólar aos R$ 2,1950, na máxima do dia.

Na mínima, a cotação atingiu R$ 2,1750 (-0,68%). No mês, a divisa dos EUA acumula elevação de 2,24% e, no ano, de 7,33%. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,230 bilhões. No mercado futuro, o dólar para julho valia R$ 2,195, em alta de 0,32%. Já o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,1785 (-0,43%), com apenas dois negócios.

A queda do dólar ante o real na maior parte desta penúltima sessão do semestre foi influenciada pelo exterior e pelos negócios que antecedem à formação da Ptax de fim de mês. A Ptax é uma cotação média diária do Banco Central e que, no último pregão do mês, serve como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.

Pela manhã, a desvalorização do dólar ante moedas com elevada correlação com commodities trazia um viés de baixa para a divisa norte-americana no Brasil. A tendência estava em sintonia com o ambiente externo ameno, onde foram divulgados dados positivos sobre a economia norte-americana e onde dois dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reduziram a percepção de que o aperto monetário no país é iminente.

Ao mesmo tempo, a proximidade da sexta-feira, 28, quando será formada a Ptax que servirá para a liquidação de contratos na segunda-feira, 1, fez os investidores pressionarem. "Há uma pressão vendedora (de dólares) para formar esta Ptax mais para abaixo do que rodou ao longo do mês", comentou à tarde um profissional da mesa de câmbio de um grande banco.

Apesar da baixa, o dólar encontrou resistência na marca de R$ 2,180, afirmaram alguns profissionais. "Há um pouco de resistência em R$ 2,18 porque, neste patamar, os importadores entram comprando moeda. E também há busca de dólar para hedge, porque muitos agentes estão precisando de proteção", comentou Sidney Nehme, sócio da NGO Corretora.

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