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Dólar fecha a R$ 2,205, maior nível desde 27 de abril de 2009

Apesar da valorização de 1,29% da moeda norte-americana no dia, o Banco Central apenas observou o mercado

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

19 de junho de 2013 | 17h12

A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e a entrevista do presidente da instituição, Ben Bernanke, dispararam na tarde desta quarta-feira, 19, a busca por segurança em todo o mundo, o que fez o dólar fechar em alta consistente ante o real. A moeda norte-americana superou o patamar de R$ 2,20 enquanto Bernanke ainda dava entrevista à imprensa, para depois encerrar com alta de 1,29%, a R$ 2,2050. É o maior patamar de fechamento desde 27 de abril de 2009. Apesar da forte alta, o Banco Central (BC) apenas observou os negócios.

Pela manhã, a divisa dos EUA oscilava em leve baixa ante o real, com os investidores à espera do Fed e de Bernanke. O movimento também era verificado no exterior, onde o dólar caía ante as principais divisas com elevada correlação com commodities. Na mínima da sessão, às 9h46, o dólar à vista foi cotado a R$ 2,170 (-0,32%). Na máxima, às 16h15, sob a influência de Bernanke, atingiu R$ 2,2090 (+1,47%). Da mínima para máxima, a oscilação foi de +1,80%.

A mudança de tendência do dólar no mundo, de baixa para alta, esteve diretamente ligada a Bernanke. Em entrevista, ele disse que, caso as projeções se concretizem, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed poderá reduzir as compras de bônus ainda neste ano. Atualmente, o Fed compra US$ 85 bilhões em bônus a cada mês, injetando recursos na economia. Na prática, com menos compras, a liquidez global também vai diminuir.

Bernanke afirmou que a ideia de reduzir compras de bônus ainda este ano não é decisão, mas foi discutida pelo comitê. Segundo ele, existe um consenso para a redução de compra de bônus ainda em 2013. Em sua decisão de política monetária, o Fed manteve a taxa de juros dos EUA entre 0,0% e 0,25% e disse que está preparado para elevar ou reduzir compras de bônus. Ao mesmo tempo, afirmou que a taxa de desemprego pode chegar a 6,5% em 2014, sendo que membros do BC norte-americano disseram que um desemprego nesse nível é o gatilho para alta de juros.

O codiretor de Pesquisas para a América Latina do banco Barclays, Marcelo Salomon, afirmou que a decisão do Fed tende a gerar mais volatilidade e pressionar para cima a taxa de juros futuros e também fortalecer o dólar ante o real. No Brasil, foi o que ocorreu. E embora o dólar tenha oscilado acima de R$ 2,20 à tarde, o BC se manteve fora dos negócios. "Não era o dia de o BC intervir. Se fizesse, seria inútil", comentou um profissional. "Mas dependendo do movimento da moeda daqui para frente, será preciso atuar com mais força ainda", acrescentou. No horizonte, estão as preocupações com a inflação, que fizeram as taxas dos contratos futuros de juros dispararem nesta sessão.

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