USP Imagens
USP Imagens

Dólar fecha a R$ 3,10, no menor valor em mais de 15 meses

Fluxo estrangeiro com repatriação favoreceu o recuo da moeda americana; Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,30%

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 17h53

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, 25, voltando para o patamar de R$ 3,10. Pela manhã, a moeda chegou a subir ante o real, em resposta à decisão do Banco Central de não rolar contratos de swap cambial (vebda de dólares com compromisso de recompra) que vencem em 1º de novembro, o que impulsionou uma busca maior pela divisa. No entanto, o dólar não resistiu à pressão decorrente da forte entrada de dólares no país com a regularização de recursos de brasileiros no exterior, cujo prazo termina no próximo dia 31, e fechou em baixa pelo segundo dia seguido.

A divisa recuou 0,28%, a R$ 3,1086, renovando o menor patamar de fechamento desde 2 de julho de 2015 (R$ 3,0960). No mês de outubro até esta terça-feira, o dólar já recuou 4,37% ante o real.

Segundo o Banco Central, houve entrada líquida de quase US$ 1,6 bilhão na conta financeira - por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros - só nos últimos três dias até o dia 21 passado por conta do programa de regularização.

Segundo o último balanço divulgado pela Receita Federal, até a manhã de segunda-feira, havia sido registrado o pagamento de R$ 33,1 bilhões em imposto e multas decorrentes da regularização do total de R$ 110,5 bilhões em ativos.

Mercado de ações. A Bovespa fechou em queda pelo segundo dia seguido com investidores vendendo ações para obter lucro. Mesmo sustentado pelas ações da Vale, cujas ações preferenciais (PNA) subiram mais de 6% no pregão com a valorização do minério de ferro, o Índice Bovespa recuou 0,30%, aos 63.866,20 pontos. A Petrobrás teve queda de 2,12% na ON (ações com direito a voto) e 1,18% na PN (preferência no recebimento de dividendos). 

O destaque do pregão foram os papéis da Fibria, que avançaram 4,06%.  Siderúrgicas e metalúrgicas em geral também foram favorecidas por expectativas positivas envolvendo a China e limitaram a realização de lucros. 

O dia foi de poucas notícias, restritas basicamente à ata da reunião do Copom e aos trabalhos na Câmara em torno da votação em segundo turno na PEC 241, que institui um teto aos gastos públicos. O volume de negócios totalizou R$ 8,15 bilhões. /COM REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Banco Central

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.