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Dólar fecha a R$ 3,11, no menor patamar em mais de um ano

Entrada de recursos do exterior, tanto da repatriação quanto de investimento estrangeiro, influenciou movimento de baixa; mesmo com apetite estrangeiro por ações brasileiras, Bovespa fechou em queda de 0,08%

Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2016 | 18h04

O dólar fechou nesta segunda-feira, 24, no menor nível em mais de um ano, aos R$ 3,1174 (-1,33%) no mercado à vista. A desvalorização da divisa norte-americana, observada desde o começo do dia, teve como principal catalisador a lei de regularização de recursos no exterior, cuja data final para adesão é 31 de outubro. Com o prazo cada vez mais próximo, profissionais do câmbio já têm relatado entrada efetiva de capital no País e apostam num fluxo ainda mais intenso até a semana que vem.   

O valor de encerramento no mercado à vista, que também marcou a mínima do dia, não era visto desde 2 de julho de 2015, quando terminou em R$ 3,0980. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,076 bilhão. Segundo a plataforma de informações financeiras Economatica, o dólar teve este ano a segunda maior desvalorização desde o Plano Real. 

Além da repatriação, o recuo desta segunda-feira também embutiu o otimismo com o andamento de medidas de ajuste fiscal e a percepção de que os cortes da Selic serão graduais. Para terça-feira, estão previstas votação da PEC do Teto em segundo turno na Câmara e a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quando reduziu a Selic em 0,25 pontos porcentuais, para 14%, a despeito da expectativa de parte do mercado de um corte de 0,50 ponto.  

Também contribuiu, em menor grau, para o câmbio doméstico a busca internacional por ativos de economias emergentes. Lá fora, há percepção de que o Federal Reserve deve retomar o aperto monetário ainda neste ano, mas tem se concretizado a expectativa de que o processo será gradual. Hoje, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que "não há urgência", mas que apoiaria uma alta nos juros na "próxima reunião". 

Levando em conta o fluxo de capitais esperado com a repatriação, o Banco Central comunicou em seu site a decisão de não rolar os contratos de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro com compromisso de recompra) que vencem em 1º de novembro de 2016. Assim, o BC diminuiu a influencia de um fator que levaria à baixa da moeda, a depender do tamanho da operação a ser realizada. 

Mercado de ações. Com a percepção de melhora no cenário político, estrangeiros atuaram comprando ações de empresas brasileiras com grande volume de negociação. As ações da Petrobrás encerraram o pregão em alta de 0,31% (ON) e 1,39% (PN), assim como as da Vale, que tiveram alta de 1,96% (ON) e 2,84% (PNA). Outras beneficiadas pelo movimento foram Usiminas (+3,03%), CSN (+2,16%) e a metalúrgica Gerdau (+4,06%).

Porém, a melhora no humor dos investidores não impediu a leve queda de 0,08% do Índice Bovespa. Mesmo assim, o principal índice de ações do mercado brasileiro encerrou os negócios aos 64.059,89 pontos. 

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