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Dólar fecha a R$ 3,21 após BC dos EUA sinalizar ritmo menor da alta dos juros

Dólar fecha a R$ 3,21 após BC dos EUA sinalizar ritmo menor da alta dos juros

Moeda norte-americana fechou em baixa de 0,96%, enquanto a Bovespa acelerou os ganhos e encerrou com alta de 2,47%

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 09h49

Atualizado às 16h33

Apesar de ter sido conhecido apenas às 15 horas, o comunicado sobre a decisão de política monetária do Federal Reserve foi o norte dos ativos nesta quarta-feira. E o resultado de hoje, particularmente, estava sendo ansiosamente esperado, com o mercado em busca de uma data para o início do aperto monetário nos Estados Unidos. O documento acabou tirando o horizonte de prazos para o aumento dos Fed Funds, o que empurrou o dólar para baixo. No fechamento, a moeda marcou recuo de 0,96%, a R$ 3,2150. Já a Bovespa acelerou os ganhos com a notícias e encerrou com alta de 2,47%, aos 51.526 pontos.

O recuo do dólar no Brasil já havia sido registrado pela manhã, em meio à expectativa com o Fed e depois de o Congresso Nacional ter aprovado o Orçamento de 2015, o que dá alguma folga para o governo na crise política que enfrenta e diante da necessidade de garantir o ajuste fiscal. 

No final da manhã, no entanto, a moeda virou para cima, em meio à volatilidade que se viu nos negócios. Esse movimento perdurou até que o Fed ganhasse as manchetes. 

Entre outras coisas, o Banco Central norte-americano manteve as taxas dos Fed Funds inalteradas entre zero e 0,25%, com decisão unânime, e retirou, como esperado, o termo 'paciente' do seu comunicado. Apesar disso, a instituição declarou que isso não significa que o início do aperto monetário é iminente. Para o Fed, o aumento das taxas só acontecerá quando o Fed estiver 'razoavelmente confiante' de que a inflação está nos trilhos para voltar à meta de 2% e desde o mercado de trabalho esteja melhorando.

"Essa mudança na forward guidance (diretriz) não indica que o Fed decidiu sobre o momento do aumento dos juros", disse o banco central, em seu comunicado.

Depois do comunicado, a presidente da instituição, Janet Yellen, deu entrevista na qual afirmou que a mudança no comunicado não significa que haverá uma elevação dos juros na reunião de junho do Fomc, mas ressaltou que essa possibilidade não pode ser descartada. A dirigente sinalizou, porém, que o aperto monetário não deve ocorrer nas próximas duas reuniões do Fomc.

"Achamos improvável que as condições econômicas permitam uma elevação dos juros nas próximas duas reuniões", disse Yellen, reforçando que a decisão dependerá dos indicadores econômicos. "Será apropriado elevar juros quando houver mais recuperação no emprego e na inflação", completou.

Tombini. O comunicado do Fomc ofuscou a palestra que o presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini, fez em São Paulo. Entre outras coisas, ele voltou a dizer que acontecerá nas 'próximas semanas' o posicionamento do BC sobre o programa de swap cambial, que, se não for estendido, termina no final deste mês. Segundo ele, "programa visa oferecer proteção" para setor privado, inclusive em momentos de variação do dólar, como ocorreu recentemente.

Tombini afirmou ainda que, no atual momento o que mais chama a atenção é o fortalecimento do dólar americano. "O 'dollar index' valorizou-se 25% nos últimos 12 meses", disse Tombini, destacando que a valorização é um fenômeno global.


A fala do presidente do BC não fez preço sobre o dólar, da mesma forma que o fluxo cambial. O BC informou que o fluxo ficou negativo em US$ 790 milhões de 9 a 13 de março.

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