Dólar fecha em alta a R$ 1,76

Desde o início do mês, a moeda acumula alta de 0,28% e no ano, ganho de 0,98%

Rosangela Dolis, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 16h57

O dólar comercial fechou em alta de 0,40% hoje, negociado a R$ 1,76 no mercado interbancário de câmbio. Desde o início do mês, a moeda acumula alta de 0,28% e no ano, ganho de 0,98%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,43% e fechou o pregão desta segunda-feira a R$ 1,7595. O euro comercial cedeu 0,13% para R$ 2,229.

Em meio a um aprofundamento tanto da queda da Bovespa como da desvalorização do euro, o dólar encontrou espaço para esticar a alta à tarde, mesmo após o Banco Central (BC) fazer seu leilão de compra da moeda norte-americana, que voltou à faixa de R$ 1,76. Ainda assim, segundo analistas, a alta do dólar ante o real tem fôlego curto, já que ocorre após o retorno das cotações para a casa dos R$ 1,75 (piso informal) na sexta-feira e prevalecem as avaliações de forte fluxo positivo pela frente, em especial com a capitalização da Petrobrás.

No exterior, as bolsas em queda mostraram a continuidade da cautela do investidor com a situação da economia global - além da divulgação de dados fracos sobre renda pessoal e atividade para negócios nos EUA hoje, o mercado está diante de uma agenda pesada na semana, com destaque para o relatório de emprego (payroll) dos EUA na sexta-feira. Já o euro se ressentiu também da fraca liquidez decorrente do feriado em Londres e desvalorizou-se para abaixo de US$ 1,27.

No leilão realizado por volta das 14h55, com o dólar na BM&F na máxima de R$ 1,7612 (+0,53%), o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte das propostas de R$ 1,7593.

Apesar de manter as expectativas com a realização da capitalização da Petrobrás prevista para 30 de setembro, o mercado de câmbio, como o de ações, se ressente com a falta de definição do preço do barril que será usado na cessão onerosa da União à Petrobrás - é esse preço que vai permitir avaliar o ingresso de recursos estrangeiros no Brasil com a oferta. Declarações do ministro Guido Mantega, da Fazenda, hoje só aumentaram o desânimo. Ele afirmou que "não foi estabelecido preço para petróleo (cessão onerosa)" e que "não chegamos a um consenso em relação ao preço do barril".

A previsão, porém, é de que o dado será definido na quarta-feira, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reunirá, sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tomar a decisão. Na semana passada, fontes haviam informado que o governo bateu o martelo para o barril da cessão onerosa em US$ 8,50.

No exterior, o dólar caiu ante o iene e subiu ante o euro. Às 16h50 (de Brasília), no mercado de Nova York, o dólar era cotado por 84,57 ienes, de 85,35 na sexta-feira - a valorização do iene ocorre mesmo após o governo japonês anunciar novos empréstimos para as instituições financeiras justamente com o objetivo de conter a apreciação da moeda japonesa. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,2664, de USS 1,2734 na sexta-feira no fim da tarde em Nova York.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,54% e foi negociado em média à R$ 1,85 na ponta de venda e a R$ 1,747 na compra. O euro turismo registrou queda de 0,30% a R$ 2,343 (venda) e R$ 2,227 (compra).

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