Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
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Dólar fecha em alta após placar da Previdência e Bolsa sobe com exterior

No câmbio local, o dólar mudou de lado no momento da divulgação dos números, às 12h10, e passou a subir; a divisa manteve o sinal de alta até o final, mas reduziu bastante a valorização em relação à máxima de R$ 3,31 e fechou a R$ 3,27

Denise Abarca, Mateus Fagundes, Natália Flach e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 19h22

Apesar da preocupação despertada pelo Placar da Previdência apurado pelo Estadão, que mostrou baixo número de votos para a reforma, os mercados locais conseguiram se equilibrar um pouco no período da tarde desta sexta-feira, 8, dando atenção também para o bom resultado da inflação e para a melhora do humor nos mercados internacionais.

No câmbio local, o dólar mudou de lado no momento da divulgação dos números, às 12h10, e passou a subir. Dos 425 deputados ouvidos até então, 212 eram contrários à proposta, 61 favoráveis; 87 indecisos; 57 não quiseram responder e 3 disseram que estarão ausentes na votação.

A divisa manteve o sinal de alta até o final, mas reduziu bastante a valorização em relação à máxima de R$ 3,3115 e fechou a R$ 3,2960. Agentes do segmento afirmam que o movimento foi defensivo antes do fim de semana.

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Juros. Já no mercado de juros, o sinal de queda das taxas se sustentou por causa do IPCA baixo em novembro, que surpreendeu os agentes. De todo modo, o ajuste de baixa foi moderado pela cautela com o tema da Previdência.

Mesmo sem votos suficientes até o momento, os agentes ponderam que ainda restam 10 dias de negociação e vários indecisos para serem convencidos pelo governo até a provável data de votação, entre 18 e 19, conforme afirmou hoje o presidente Michel Temer.

Bolsa. O mercado brasileiro de ações operou sob um misto de influências internas e externas no pregão de sexta-feira, apesar da agenda política escassa, típica de uma sexta-feira. O noticiário internacional favorável manteve commodities e bolsas em alta e exerceu papel importante no desempenho do Índice Bovespa, que terminou o dia com ganho de 0,34%, aos 73.731,83 pontos. No front interno, foi bem recebida a previsão de que a reforma da Previdência será votada no próximo dia 18. 

"Em princípio o mercado reagiu positivamente à definição de uma data para votar a reforma, apesar do prazo muito apertado. Mas estamos em um momento de muitos ruídos no cenário político, o que pode fazer a bolsa devolver os ganhos a qualquer momento", disse Carlos Soares, analista da Magliano. 

Na máxima do dia, o Ibovespa alcançou os 73.425,31 pontos, com ganho de 1,29%. A divulgação do Placar da Previdência, pouco depois do meio-dia, gerou pressão de compra sobre o dólar e o índice perdeu fôlego pontualmente.

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No exterior, dados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e o surpreendente resultado da balança comercial da China foram algumas das notícias que impulsionaram os ativos pelo mundo. Com isso, o Ibovespa voltou a ganhar fôlego e operou com alta em torno de 1% durante boa parte da tarde, antes de perder forças na última hora de negociação.

Com o petróleo registrando altas de até 2% nos mercados futuros, as ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 0,19% (ON) e 0,59% (PN). Vale ON subiu 0,40%, influenciada pela alta do minério de ferro no mercado chinês. As ações do setor financeiro também recuperaram as perdas da véspera e subiram, com destaque para as units de Santander Brasil, que avançaram 2,40%. Itaú Unibanco PN subiu 0,86%.

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