Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Dólar fecha em alta de 0,44% e volta ao patamar dos R$ 3,90

Com o noticiário político escasso, a moeda dos EUA oscilou ao sabor do fluxo de recursos e da influência internacional; Bolsa fechou em queda

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2015 | 14h21

Atualizado às 17h55

SÃO PAULO - O dólar à vista teve sua terceira alta consecutiva nesta terça-feira e voltou ao patamar dos R$ 3,90, o que não acontecia desde o último dia 5. Com o noticiário político escasso, a moeda dos EUA oscilou ao sabor do fluxo de recursos e da influência internacional, além da cautela com as indefinições do cenário interno. Ao final dos negócios, o dólar à vista teve alta de 0,44%, aos R$ 3,906. Em três dias, a cotação subiu 2,79%. 

A moeda chegou a cair 1,08% frente ao real pela manhã (a R$ 3,847), diante do seu enfraquecimento frente a outras divisas de países emergentes e também do ingresso de recursos do exterior, segundo relataram operadores. Na máxima, a cotação foi até R$ 3,908 (+0,49%), com a redução da liquidez no período da tarde. 

Nos EUA, havia expectativa com os dados de construções de moradias em setembro, que subiram 6,5% ante agosto, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,21 milhão de unidades. O número veio acima das previsões, que eram de crescimento de 1,8%, para 1,15 milhão de moradias. O indicador  sinaliza melhora do desempenho da economia dos EUA, o que em tese poderia encorajar o Federal Reserve a dar início aos aumentos de juros do país. Em reação, os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) passaram a subir com força.

Diante da divulgação de dados conflitantes nos EUA e na China, era grande a expectativa dos investidores pelo pronunciamento da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, às 13 horas (horário de Brasília). Devido à proximidade da reunião periódica do Fed, na próxima semana, Yellen não se pronunciou sobre política monetária. Diante da falta novidades relevantes no período da tarde, o dólar passou a ter um comportamento misto em relação às moedas emergentes e ganhou força frente o real.

Bolsa. Depois de três pregões consecutivos de alta, o mercado acionário cedeu às correções e o Índice Bovespa fechou em queda de 0,78% nesta terça-feira, aos 47.076,55 pontos. A queda foi bastante pulverizada entre as ações, mas não contou com os papéis da Petrobrás, que subiram durante todo o dia, limitando as perdas do índice.

Segundo profissionais do mercado, as vendas de ações foram comandadas pelos investidores estrangeiros, que foram destaque de compra nos últimos dias, marcados pelos vencimentos dos mercados de opções de índice e ações. O Ibovespa chegou a subir 0,59% nos negócios da manhã, enquanto o mercado ainda aguardava o discurso da presidente do Fed. A Bovespa acabou por consolidar a tendência de queda após o discurso de Yellen, chegando a cair 1,74% (46.623 pontos).

Uma vitória parcial da Petrobrás na Justiça dos EUA, em ação movida por 11 fundos que compraram ações da estatal brasileira, contribuíram para a alta das ações, mesmo com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Já a agência de classificação de risco Moody's publicou relatório em que afirma que companhias de petróleo nacionais com altos níveis de dívida e reduzida capacidade financeira impõem riscos para os ratings soberanos. Entre essas companhias, a Moody's destacou a Petrobrás. Ao final dos negócios, Petrobrás ON e PN avançaram 1,34% e 1,01%, respectivamente.

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