Dólar fecha em alta de 2%, a R$ 2,33, maior valor desde março

Mercado 'estressou' após divulgação de pesquisa que mostra recuperação de Dilma na corrida eleitoral; Bolsa recua 2,42%

Economia & Negócios e Agência Estado

12 de setembro de 2014 | 12h45

 

Atualizado às 17h

O dólar fechou a sexta-feira em alta de 2%, cotado a R$ 2,33, no maior valor desde 19 de março deste ano. Com esse resultado diário, a moeda passou a acumular forte valorização na semana: 4,2%. A divisa abriu o dia em leve alta, influenciada por dados dos Estados Unidos e em linha com os ganhos das principais moedas relacionadas a commodities. Ao longo da manhã, a valorização ganhou força com a divulgação da pesquisa Ibope, que mostrou reação da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral. 

Além disso, comentários de dois assessores econômicos da candidata Marina Silva (PSB), sobre reajuste de preços administrados e programa de swap cambial, também pesaram. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,3020 (+0,44%), pela manhã, e a máxima de R$ 2,3450 (+2,31%), já no meio da tarde. No mercado futuro, em meio a um giro bastante consistente, próximo de US$ 30 bilhões, o dólar para outubro subia 1,56%, a R$ 2,3460 (por volta das 17h).

A pesquisa do Ibope mostrou recuperação de Dilma no primeiro e segundo turnos, embora Marina Silva ainda siga na frente em uma possível segunda disputa. "O mercado estressou só por causa do Ibope", disse o gerente da mesa de derivativos de uma corretora.O levantamento também influenciou os negócios na Bovespa, que abriu no terreno negativo e foi às mínimas após os números Ibope. O Ibovespa fechou em queda de 2,42%, perdendo o patamar dos 57 mil pontos.

Estados Unidos. Enquanto isso, no exterior, crescem as expectativas de que o Banco Central norte-americano (Federal Reserve) usará um tom mais linha dura no comunicado da reunião de política monetária da próxima semana, marcada para os dias 16 e 17. 

Essa avaliação ganhou força com a divulgação de números relativamente positivos da economia dos EUA. Embora tenham vindo ligeiramente abaixo da expectativa, as vendas no varejo norte-americano subiram 0,6% em agosto e os números dos dois meses anteriores foram revisados para cima. Além disso, o dado sem automóveis avançou mais que o esperado. 

Já o índice preliminar de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Universidade de Michigan, saltou para 84,6 em setembro, de 82,5 em agosto, superando a previsão de uma leitura de 83. Esses números, somados ao aumento das tensões geopolíticas, fizeram o dólar se valorizar diante da maioria das demais moedas emergentes.

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