Dólar fecha em baixa, a R$ 2,168, após 4 altas seguidas

Após quatro altas consecutivas, o dólar aproveitou hoje o cenário mais tranqüilo e encerrou em queda. No mercado interbancário, o dólar comercial recuou 0,37%, para R$ 2,168. Oscilou entre a mínima de R$ 2,166 e a máxima de R$ 2,186. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista também cedeu 0,37%, para R$ 2,176. O comportamento do mercado de câmbio melhorou no decorrer desta manhã, no rastro do alívio das bolsas de países desenvolvidos perante a maior tranqüilidade dos preços das commodities. Depois dos temores em relação à inflação do primeiro mundo, em especial dos EUA, o que mais preocupa os investidores internacionais é a possibilidade de um desaquecimento mais profundo na economia mundial. Isso explica a sensibilidade demonstrada ontem ante a queda dos preços das commodities, já que a variação desses ativos está diretamente atrelada à atividade econômica. E justifica também o otimismo de hoje perante a melhora nos negócios com os metais. De qualquer forma, os analistas domésticos do mercado de câmbio afirmam que esse deve ser um mercado cada vez mais monitorado. A sensibilidade às variações das commodities é maior ainda entre os países emergentes, como se viu ontem. Isso porque é nesse bloco que se encontram os maiores produtores e exportadores dos metais e uma crise tende a prejudicá-los em maior intensidade. O ponto positivo é que a maioria dos especialistas avalia que, por enquanto, a venda de commodities é técnica e não representa uma tendência de redução nos preços. Ou seja, não estaria refletindo um desaquecimento econômico maior, que pudesse vir a afetar de forma significativa as perspectivas benignas para os países emergentes, entre eles o Brasil.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2006 | 16h38

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