Dólar fecha em baixa com divulgação de ata do Fed

Queda moderada, de 0,04%, foi motivada por informação de que banco central dos EUA estuda subir juros

Clarissa Mangueira, Agência Estado,

19 de fevereiro de 2014 | 17h04

O dólar fechou a sessão em leve queda, de 0,04%, com pouco tempo para digerir os detalhes da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), divulgada pouco antes do fechamento do mercado. Ficou claro no documento que a elevação dos juros básicos americanos já está em estudo. A moeda americana terminou o pregão desta quarta-feira, 19, cotada a R$ 2,392.

Apesar do recuo da moeda, os contratos dos juros futuros terminaram com alta discreta, em um comportamento que foi visto desde o início dia devido à expectativa pelo anúncio da meta fiscal do governo.

O giro financeiro no mercado à vista era de US$ 1,063 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. Perto das 16h45 no mercado futuro, o dólar para março, recuava 0,27%, cotado a R$ 2,3975. O giro de negócios somava estava em torno de US$ 16 bilhões.

O dólar abriu a sessão em alta ante o real, ajudado por tensões políticas na Ucrânia e por sinais de desaceleração da economia da China. No início da tarde, o dólar inverteu a direção, conduzido por uma relação de lucros depois de registrar máximas pela manhã e por leilões de contratos de swaps cambiais do Banco Central e de títulos cambiais (NTN-A3) do extinto Banco Nacional, pela Cetip. A baixa do dólar contrariou a queda registrada pela moeda ante outras divisas emergentes.

A moeda oscilou entre os territórios negativo e positivo a tarde e intensificou a volatilidade no fim da sessão, em reação à divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). O documento mostrou que as autoridades do Fed começaram a discutir em janeiro sobre quando seria apropriado elevar as taxas de juros, com alguns membros sinalizando que isso pode ocorrer antes do esperado.

A ata mostrou também que o Fed parece disposto a continuar reduzindo as compras mensais de bônus em "passos comedidos" no decorrer do ano, desde que a economia continue conforme o esperado. "Diversos participantes argumentaram que, na ausência de mudanças apreciáveis na perspectiva econômica, o cenário é favorável para a redução no ritmo das compras em um total de US$ 10 bilhões a cada reunião do Fomc", disse a ata.

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