Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Dólar recua e fecha aos R$ 3,70 com ação do BC e cenário político

Moeda caiu quase R$ 0,50 desde o recorde de alta em setembro; Bolsa encerrou negócios em alta pelo sexto pregão seguido

PAULA DIAS, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 18h22

O dólar à vista fechou em baixa de 0,86% nesta terça-feira, 24, cotado a R$ 3,7019. Desde setembro, a moeda já recuou quase R$ 0,50 após bater os R$ 4,17 no fechamento de 23 de setembro, a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994. A última vez em que o dólar fechou abaixo dos R$ 3,70 foi em 1º setembro, quando a moeda encerrou os negócios cotada a R$ 3,6983.

Uma série de fatores contribuiu para esse comportamento, como a desvalorização da moeda americana ante outras divisas no exterior, os leilões de linha do Banco Central e uma percepção mais positiva sobre o cenário político no Brasil.

Na mínima do dia, alcançada no período da tarde, o dólar chegou a R$ 3,6943 (-1,07%). Pela manhã, a moeda chegou a ensaiar ganhos ante o real. Num ambiente de liquidez bastante limitada e em meio a notícias sobre a prisão do empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, o dólar marcou a máxima de R$ 3,7434 no início dos negócios (+0,25%). Poucos minutos depois, já oscilava no território negativo, no qual ficou até o fechamento. 

O viés de baixa para a moeda americana esteve em sintonia com o exterior, onde a divisa dos EUA cedeu de forma quase generalizada. No Brasil, investidores também reagiam aos leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) do Banco Central, realizados à tarde.

Bolsa. A Bovespa teve sua sexta alta consecutiva, definida apenas na última hora de negociação. Depois de ter operado em terreno negativo desde a abertura dos negócios, com queda de até 1,47%, o Índice Bovespa - o principal do mercado de ações brasileiro - inverteu o sinal e fechou em elevação de 0,28%, aos 48.284,18 pontos, maior patamar desde 9 de outubro. 

A valorização dos preços do petróleo teve influência expressiva nos mercados de ações. A commodity chegou a subir mais de 3% e fechou com alta de 2,56% na Nymex (US$ 42,82 o barril) e de 2,70% na ICE (US$ 46,05), nos contratos para janeiro. As ações com direito a voto da Petrobrás (ON) dispararam 6,09% e as com preferência por dividendos (PN) avançaram 5,20%. O avanço do petróleo também impulsionou as bolsas americanas, que passaram a operar em alta à tarde, após uma abertura negativa. 

Além da influência das ações da Petrobrás e das bolsas dos EUA, profissionais do mercado de ações também observaram a presença de investidores estrangeiros mais ativos na ponta compradora no período da tarde. 

Entre as ações que fazem parte do Índice Bovespa, também foram destaque os papéis de Gerdau PN (+6,61%), CSN ON (+5,24%) e EcoRodovias ON (+4,04%). Já Oi Brasil ON (-4,02%), Rumo ON (-3,99%) e Pão de Açúcar PN (-3,21%) foram destaques de baixa no dia. No total, R$ 5,299 bilhões foram movimentados na Bovespa. 

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