Dario Oliveira|Estadão
Dario Oliveira|Estadão

Bolsa sobe mais de 11% em outubro e lidera ranking de investimentos

No ano, Índice Bovespa avança quase 50%; dólar encerrou o mês em baixa de 1,85%

Malena Oliveira, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2016 | 17h30

A Bovespa fechou em alta de 0,96% nesta segunda-feira, 31, aos 64.924,51 pontos, o maior patamar desde 2 de abril de 2012. Assim, a Bolsa acumulou ganhos de 11,23% no mês - o maior retorno desde março, quando subiu 16,97% - e foi o investimento mais rentável de outubro. No ano, o Índice Bovespa fechou o mês com ganhos de 49,77%.

 

 

Para o administrador de investimentos Fabio Colombo, apesar do rali deste ano, a Bolsa ainda tem espaço para subir, pois está em um patamar considerado baixo diante da máxima histórica de 73.516 pontos, alcançada em maio de 2008.

A continuidade desse avanço depende, no entanto, das reformas fiscais do governo e de fatores políticos: "Caso algo afete a continuidade do governo Temer, como a Lava Jato, o resultado do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou percalços com o ajuste fiscal, isso pode levar à queda da Bolsa", diz, mas ressalta que a perspectiva é positiva. 

Outro destaque, segundo os cálculos do administrador, é o rendimento acumulado da poupança até outubro, que ficou em 6,88%. Assim, superou a inflação no mesmo período medida pelo IPCA-15, que foi de 6,11%. Segundo as projeções do último Relatório Focus do Banco Central, o IPCA, que mede a inflação oficial, deve terminar o ano também em 6,88%.

Dólar. O dólar comercial à vista fechou em baixa de 0,12% depois de três sessões seguidas de alta, cotado a R$ 3,1905. O fluxo de recursos vindos do exterior com o programa de repatriação, apesar de menor no último dia do prazo para a adesão, ajudou a conter a valorização da moeda ante o real. Assim, a divisa americana encerrou o mês em baixa de 1,85%.  De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,535 bilhão.

Na cena externa, as cotações do petróleo tiveram queda acentuada diante de dúvidas sobre o fechamento de um acordo para reduzir a produção, que está sendo encabeçado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O recuo afeta moedas de países emergentes, principalmente os ligados a commodities, e exerceu pressão contrária à que levou o dólar a fechar em queda.

Ações. A maior participação do investidor estrangeiro - atraído pela melhora na percepção do País - é apontada como o principal combustível da Bolsa este mês. A alta de hoje foi a terceira consecutiva do Índice Bovespa, garantida principalmente pela alta das ações do setor financeiro, que pegou carona no resultado trimestral do Itaú Unibanco.

O ganho do dia teria sido maior não fossem as fortes perdas dos preços do petróleo em Nova York e Londres, que arrastaram para baixo as ações da Petrobrás. As dúvidas quanto à possibilidade de acordo entre países produtores para limitar a produção levou o barril do petróleo a registrar quedas superiores a 3%, com influência direta sobre ações do setor. Petrobrás ON e PN terminaram o dia com perdas de 2,56% e de 2,21%, respectivamente. No mês, no entanto, os papéis tiveram alta de 23,12% (ON) e 30,36% (PN).

De volta ao setor de commodities, as ações da Vale enfrentaram instabilidade ao longo do dia, divididas entre um movimento de realização de lucros e a alta do minério de ferro. Os papéis alternaram altas e baixas ao longo do pregão e terminaram com perdas de 0,27% (ON) e de 0,72% (PNA). Beneficiadas pela recuperação do minério, as ações ON terminaram outubro com alta de 23,98% e as PN avançaram 33,96%.

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