Dólar fecha em leve alta de 0,13%, a R$ 2,35

Em meio a alguns estímulos divergentes, moeda encerra com valorização, influenciada pela aversão ao risco global e saída do investidor estrangeiro da Bovespa 

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

10 de março de 2014 | 16h59

Em meio a alguns estímulos divergentes, o dólar terminou o dia com alta diante do real, influenciado pela aversão ao risco global e, consequentemente, pela saída do investidor estrangeiro da Bovespa. Por outro lado, a moeda passou toda a manhã em baixa, diante dos leilões de swap (tradicional e de rolagem) do Banco Central e também pela perspectiva de entrada de recursos com a captação externa de US$ 8,5 bilhões da Petrobras.

Nesse ambiente, o dólar à vista no balcão encerrou com valorização de 0,13%, a R$ 2,3520. O movimento financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 982,454 milhões perto das 16h30. No mercado futuro, o avanço da divisa dos EUA era um pouco mais consistente, com o dólar para abril cotado a R$ 2,3665 (+0,45%) e giro financeiro de US$ 14,3 bilhões.

O clima ruim no exterior desde o começo da sessão, diante do déficit comercial da China de US$ 22,98 bilhões e que contrariou a expectativa de um superávit, foi amenizado, no Brasil, pelas operações de swap do BC, que colocou 4 mil contratos no leilão tradicional e outros 10 mil na rolagem dos vencimentos de abril, e também pela Petrobras. A empresa captou US$ 8,5 bilhões em seis tranches, criando a perspectiva de entrada de recursos. Não obstante, a estatal petrolífera também teria internalizado cerca de US$ 400 milhões, através de duas tranches durante a manhã.

Mas com o passar do dia, o exterior foi prevalecendo. Entre outras coisas porque o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, falou nesta manhã em um evento em Paris e argumentou que o ritmo de redução de compras mensais de ativos do Fed talvez precise ser acelerado. Plosser é membro votante este ano dos encontros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que se reúne na semana que vem para definir os rumos da política monetária dos EUA na primeira reunião sob o comando da nova presidente, Janet Yellen. Há ainda a crise na Ucrânia trazendo tensão aos mercados.

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