Dólar fecha em leve alta, em sintonia com o exterior

Na esteira do ganho ante divisas correlacionadas a commodities, a moeda dos EUA subiu 0,09% no balcão, a R$ 2,1440

Fabrício de Castro, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 17h16

SÃO PAULO - Após recuar na véspera, quando entrou em vigor o fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais, o dólar voltou a fechar em alta no mercado à vista de balcão nesta sexta-feira, 14. O avanço da moeda norte-americana ante outras divisas com elevada correlação com commodities contribuiu para o movimento, assim como os ganhos consistentes no mercado futuro. O avanço no balcão, porém, foi contido, com os investidores à espera de desdobramentos do cenário nos Estados Unidos, na semana que vem.

O dólar à vista subiu 0,09% no balcão e fechou a R$ 2,1440. Pela manhã, oscilou em território negativo, passando a se firmar em leve alta no meio da tarde. Na mínima, logo na abertura, marcou R$ 2,1210 (-0,98%) e, na máxima, às 15h40, atingiu R$ 2,1490 (+0,33%). Perto das 16h20, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro reduzido, de US$ 1,169 bilhão. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,13%, para R$ 2,1427, com 15 negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1520, em alta de 1,20%.

"O futuro teve uma queda muito forte ontem, ficando abaixo do à vista. Isso contribuiu para a baixa (no balcão) nesta manhã", comentou um profissional. O dólar para julho, por outro lado, se manteve em alta durante todo o dia, com o mercado em busca de um ponto de equilíbrio.

Mas o avanço do dólar no exterior, influenciado por um relatório desanimador do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia norte-americana, acabou conduzindo, gradativamente, a moeda à vista para o território positivo, enquanto o dólar futuro foi ampliando os ganhos. Em relatório, o FMI reduziu sua previsão de crescimento para os EUA em 2014, de 3% para 2,7%, e adentrou o acalorado debate sobre a continuação dos estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2013 foi mantida em 1,9%, número que havia sido divulgado em abril na reunião de primavera do Fundo. No entanto, o crescimento previsto para este ano tem alguns condicionantes, de acordo com o relatório.

Outro profissional destacou que a alta de hoje no balcão foi pequena, menor do que a verificado no exterior. Segundo ele, podem estar contribuindo para isso as medidas mais recentes do governo para o câmbio, que acabam segurando as cotações.

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