Dólar fecha em menor nível desde 17 de junho, a R$ 2,175

Em início de semana do possível calote histórico dos EUA, moeda americana encerrou o pregão em baixa de 0,23%

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

14 de outubro de 2013 | 17h02

O dólar até ensaiou ganhos ante o real nesta segunda-feira, 14, em um ambiente de baixíssima liquidez, mas a moeda americana acabou encerrando o dia em leve baixa de 0,23% no balcão, cotada a R$ 2,1750.

Este é o menor patamar de fechamento em quase quatro meses, desde 17 de junho deste ano.

Com os investidores à espera de novidades sobre o impasse fiscal nos EUA, o feriado do Dia de Colombo, que manteve alguns mercados fechados no exterior, contribuiu para reduzir os negócios no Brasil. Pela manhã, a moeda chegou a subir de forma consistente, após notícia publicada no Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, de que o Banco Central pode não rolar, de forma integral, os contratos de swaps que vencem em 1º de novembro. À tarde, a moeda americana voltou a oscilar em território negativo, com as mesas de operação discutindo se o BC fará ou não a rolagem integral.

Na cotação mínima do dia, vista às 10h03, logo após o leilão diário de swaps do BC, o dólar atingiu R$ 2,1660 (-0,64%). Na máxima, verificada às 10h21, pouco depois da informação de que a rolagem pode não ser integral, a moeda marcou R$ 2,1930 (+0,60%). Da mínima para a máxima, o dólar oscilou +1,25%. No mercado futuro, o dólar para novembro mostrava estabilidade, a R$ 2,1850.

Conforme uma fonte da equipe econômica ouvida pelo Broadcast, dependendo das condições de mercado, a rolagem do vencimento de swap cambial de 1º de novembro de 2013 poderá não ser integral. Esse vencimento soma cerca de US$ 8,9 bilhões. Na prática, se não rolar os swaps, o BC promoverá a retirada de dólares no mercado futuro, o que se traduz em um impulso de alta para a moeda americana. A antecipação a esta possibilidade fez o dólar avançar e no mercado de balcão, renovar cotações máximas mais cedo.

Para Sidney Nehme, economista da NGO Corretora, a redução da rolagem pode ser positiva. "Isso porque estamos tendo uma especulação dos vendidos (que apostam na baixa do dólar) no Brasil. Como há oferta diária de moeda, por meio dos leilões, o BC pode reduzir a rolagem dos antigos contratos que estão vencendo, dando algum suporte para os preços", defendeu.

Nesta segunda-feira em sua estratégia de leilões diários, o BC vendeu mais 10 mil contratos de swap cambial para 5/3/2013, numa operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Foram injetados US$ 497,6 milhões no sistema.

À tarde, a moeda americana acabou voltando para o território negativo. Além das discussões sobre a rolagem, os investidores observavam com atenção as negociações nos EUA para resolver a questão fiscal do país. Na próxima quinta-feira, dia 17, os EUA podem atingir seu teto de endividamento. Assim, o dólar oscilava em baixa ante boa parte das moedas ligadas a commodities, o que também contribuía para a queda no Brasil.

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