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Dólar fecha em queda após Levy reforçar ajuste fiscal

Moeda norte-americana contrariou tendência de alta no exterior e terminou com queda de 1,31%, a R$ 2,63

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2015 | 17h19

O dólar terminou em queda nesta terça-feira, afetado pelas declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que reforçou seu compromisso com o ajuste fiscal. O declínio do dólar em relação o real, que ocorreu na contramão da alta registrada ante outras divisas internacionais, também refletiu um movimento de ajustes após o avanço registrado recentemente. No fim da sessão, a moeda fechou em queda de 1,31%, aos R$ 2,6330. 

A divisa iniciou a sessão em alta, alinhado ao sinal positivo registrado no exterior devido à queda do petróleo, mas devolveu os ganhos mais tarde com os leilões de swap cambial do Banco Central. A instituição vendeu os 2 mil contratos ofertados na operação diária, para os dois vencimentos, totalizando US$ 98,2 milhões. Na oferta para rolagem, foram vendidos 10 mil contratos que vencem em 2 de fevereiro de 2015, resultando em US$ 490,4 milhões.

A moeda norte-americana acelerou as perdas ainda pela manhã com as declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e um fluxo de entrada de dólares de investidores estrangeiros, que seria destinado aos leilões de títulos públicos realizado pelo Tesouro Nacional no fim da manhã.

Os comentários de Levy de que as políticas fiscal e monetária devem caminhar juntas, agradaram ao mercado. Durante café da manhã com jornalistas, o ministro falou também sobre "realismo tarifário" para setor elétrico, confirmando que o Tesouro Nacional não fará mais o aporte de despesas orçamentárias de R$ 9 bilhões para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que bancou a política de redução da energia elétrica do setor implementada pela presidente Dilma no primeiro mandato.

À tarde, o dólar renovou mínimas seguidas, com operadores destacando que o movimento refletia ainda os comentários de Levy e o fato de a moeda dos EUA ter subido muito recentemente, chegando a oscilar na faixa de R$ 2,74 em meados de dezembro. Segundo operadores, é natural que a moeda se acomode em patamares mais baixos agora.

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