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Dólar fecha em queda de 0,52% após dia volátil

Moeda encerrou a sessão cotada a R$ 3,46 e marcou o terceiro dia seguido de desvalorização; Bolsa interrompeu sequência de cinco dias de queda e fechou em alta de 0,49%

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 09h45

Atualizado às 17h49

SÃO PAULO - Em uma sessão marcada pela volatilidade e pelo volume de negócios reduzido, o dólar à vista fechou em baixa de 0,52% nesta terça-feira, 18, cotado a R$ 3,467. Mesmo somando três dias sem subir, a moeda norte-americana acumula valorização de 1,46% em agosto. 

Pela manhã, a cotação do dólar no mercado de balcão chegou à máxima de R$ 3,503 (alta de 0,52%), enquanto o mercado ainda acompanhava a agitação do cenário externo diante de mais uma forte queda nas bolsas chinesas e em função de alguns números positivos sobre a economia americana. 

Em meio ao baixo volume de negócios, alguns ingressos de recursos no fim da manhã e principalmente a desmontagem de posições compradas no mercado futuro acabaram por determinar a tendência de baixa do mercado à vista, que prevaleceu até o encerramento dos negócios. Na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 3,455 (-0,86%).

A explicação para a menor pressão sobre o câmbio está no ambiente doméstico mais ameno, embora a cautela com o cenário político e econômico se mantenha firme. Passada a tensão com as últimas movimentações das agências de classificação de risco e a expectativa com as manifestações populares contra o governo, o mercado corrige exageros. Segundo operadores, há ainda uma forte resistência ao patamar dos R$ 3,50, que costuma deflagrar ordens de venda. 

O Banco Central, que recentemente sinalizou que não haverá intervenção no câmbio à vista, segue ofertando derivativos cambiais, por meio da rolagem integral da dívida atrelada ao dólar, o que contribui para a menor pressão. Hoje a autoridade monetária vendeu mais 11 mil contratos de swap cambial, na rolagem de títulos que vencem em 1º de setembro de 2015. O valor total da operação foi de US$ 529,4 milhões. Para setembro, estão previstos vencimentos de 200.540 contratos dessa natureza, que totalizam US$ 10,027 bilhões. 

Bolsa. A Bovespa interrompeu hoje uma sequência de cinco quedas consecutivas ao fechar em alta de 0,49%, aos 47.450,58 pontos, e com volume financeiro de R$ 6,911 bilhões. O pregão foi volátil e o Ibovespa oscilou entre a mínima de 46.676 pontos (-1,15%) e a máxima de 48.084 pontos (+1,84%). 

A tendência de alta foi definida no período da tarde, após uma manhã conturbada, influenciada pelas fortes quedas das bolsas chinesas, que repercutiram nos mercados pelo mundo, e pela divulgação de indicadores nos Estados Unidos.

A inversão da tendência veio com a notícia de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da Medida Provisória 675, recuou de sua proposta que visava revogar a dedutibilidade dos juros sobre o capital próprio pagos a titular, sócios ou acionistas da base de cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica. "Infelizmente não temos ambiente propício para mudar os juros sobre capital próprio", disse a senadora, ao confirmar o recuo.

A decisão de Gleisi Hoffmann teve efeito imediato sobre as ações do setor financeiro e levou o Ibovespa à máxima do dia. O Ifinanceiro, que reúne 15 ações do setor, terminou o dia com alta de 1,53%, bem superior à do Ibovespa. Entre esses papéis, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (+3,37%), Itaú Unibanco PN e ON (+1,67% e +2,75%) e Bradesco PN e ON (+1,89% e +2,29%).

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