Dólar fecha em queda de 1,29% e encosta na cotação de R$ 2,92

Moeda encerrou o dia a R$ 2,919; investidores puxaram para baixo a cotação em dia de formação de taxa que é referência para contratos

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2015 | 12h38

Texto atualizado às 16h40

 O dólar cravou sua quinta sessão seguida de queda, ainda influenciado pela tendência externa. Adicionalmente, mercado doméstico também já capta as primeiras movimentações em torno do vencimento de contratos de swap cambial e do dólar maio no segmento futuro, no próximo dia 4. O dólar à vista encerrou com queda de 1,29% no balcão, em R$ 2,9190. O volume era de US$ 1,071 bilhão perto das 16h30. Neste mês, as perdas ante o real chegam a 8,78%. 

Apesar de ter acumulado perdas de 4,11% ante o real nas últimas cinco sessões, os vendedores continuaram atuando com força no mercado. O dólar à vista abriu em queda, alinhado ao comportamento externo, e chegou a ensaiar uma virada após os primeiros negócios, quando, por volta de 9h15, bateu a máxima de R$ 2,9580 (+0,03%). A tentativa não prosperou e a moeda engatou recuo consistente, renovando mínimas até o início da tarde, com o patamar mais baixo da sessão em R$ 2,9020 (-1,86%). Lá fora, o dólar é negociado em baixa tanto em relação ao euro quanto ante boa parte das moedas de países emergentes, como o rand sul africano, o peso chileno e o peso mexicano, e, principalmente, moeda commodities como o dólar canadense.

Segundo fontes nas mesas de câmbio, a avaliação é de que o diferencial das taxas de juros interna e externa continuará atraindo capital para o País, já que a política monetária das chamadas economias centrais tende a seguir acomodatícia, enquanto no Brasil a previsão é de mais altas para a Selic. O tema terá destaque esta semana, uma vez que na quarta-feira haverá reuniões do Federal Reserve nos EUA e do Copom, no Brasil. Analistas consideram que os dados fracos da economia norte-americana divulgados recentemente devem imputar cautela na sinalização do Fed, por meio de seu comunicado, sobre o momento da alta das taxas, enquanto não sentir a economia suficientemente madura. 

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