Dólar fecha em queda pelo 5º dia seguido, a R$ 2,141

O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, terminou com desvalorização ante o real pelo quinto dia consecutivo. A moeda cedeu 0,19%, para R$ 2,141. O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em queda pelo terceiro dia seguido, de 0,21% a R$ 2,14025. Na semana, o dólar acumulou baixa de 0,55%. A alta das Bolsas de Nova York e a renovação das máximas pela Bolsa paulista esta tarde levaram a moeda norte-americana a finalizar perto da mínima do dia de R$ 2,140 (-0,23%), registrada pouco antes do fechamento. As ações estão subindo em Nova York, embora o pregão continue volátil. Os papéis de energia avançam com a alta de 1,14% do petróleo, enquanto o setor de tecnologia se mostra o novo destino favorito dos investidores, mesmo depois do alerta de lucro da fabricante de semicondutores Advanced Micro Devices (AMD). Às 16h22 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,34%, o Nasdaq avançava 0,57% e o S&P subia 0,48%. Nos Estados Unidos, o dado de vendas no varejo em dezembro acima do esperado ao mesmo tempo em que justifica o fôlego da inflação mostra que o desaquecimento econômico está sendo suave. O indicador reforçou as avaliações de que a taxa básica de juros dos EUA poderá seguir inalterada em 5,25% ao ano na reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) no fim deste mês. E também favoreceu a continuidade da alta dos mercados de ações em Nova York. O Departamento do Comércio dos EUA informou de manhã que as vendas no varejo em dezembro cresceram 0,9%, acima da alta revisada de 0,6% de novembro. O crescimento superou a expansão de 0,7% prevista por economistas, mas o dado original de novembro havia apontado expansão de 1%. A revisão do desempenho de novembro tirou um pouco do brilho do dado de dezembro. Excluídas as vendas do setor automotivo, as vendas cresceram 1%. A mediana das previsões para dezembro era de aumento de 0,5%. Internamente, o fluxo cambial foi fraco e afetou a liquidez no câmbio. Além disso, o fechamento mais cedo do mercado da dívida em Nova York e em São Paulo, por causa do feriado de Martin Luther King na segunda-feira nos Estados Unidos, também contribuiu para diminuir o ritmo dos negócios com câmbio.

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