Dólar fecha em queda pelo 5º dia seguido, cotado a R$ 3,12

Em dia volátil, moeda norte-americana chegou a ser vendida a R$ 3,08, na mínima do pregão; em abril, divisa acumula queda de 2,34%

Ana Luísa Westphalen, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 10h51

Atualizado às 17h

O dólar à vista no balcão desacelerou as perdas durante a tarde, mas o movimento não foi suficiente para inverter a trajetória de queda da moeda vista desde a abertura. 

Assim, a divisa terminou o dia negociada a R$ 3,1250, com desvalorização de 0,06%, na máxima do dia, marcando a quinta sessão em baixa. No mês de abril, o dólar à vista no balcão acumula perda de 2,34% mas, em 2015, sobe 17,70%.

Pela manhã, o dólar começou o dia influenciado por um ajuste de posições após o fraco desempenho do mercado de trabalho nos Estados Unidos em março, conforme informado na sexta-feira passada, durante o feriado da Páscoa, e na mínima, chegou a cair 1,31%, cotado a R$ 3,0860. 

O payroll mostrou a criação de 126 mil vagas no mês passado, bem menos que as 248 mil vagas previstas por analistas.

No entanto, nas horas finais da sessão, os investidores aproveitaram para promover ajustes, principalmente depois que o dólar caiu abaixo do nível de R$ 3,10, patamar que acabou chamando compras.

Operadores também notam uma postura defensiva por parte dos agentes, antes de uma semana cheia de eventos importantes no âmbito político doméstico, além da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que deve trazer novas pistas sobre o cronograma do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos.

A Bovespa, por sua vez, teve hoje seu terceiro pregão sucessivo de ganhos, sustentado ainda pelo fluxo comprador do investidor estrangeiro. O índice arriscou romper mais um patamar, o de 54 mil pontos, o terceiro em três sessões. Mas o Ibovespa perdeu força no final e terminou a sessão em alta de 1,16%, aos 53.737,26 pontos. No mês, que coincide com esses três pregões no azul, o índice acumula elevação de 5,06%. No ano até hoje, avança 7,46%. Petrobrás, que ultrapassou 2,5% de ganhos, virou a minutos do final e fechou em leve baixa. 

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