Dólar fecha em queda, pressionado por indústria

Em sessão mais curta, dólar foi pressionado pela valorização das moedas de países emergentes

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

23 de junho de 2014 | 13h41

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, 23, após uma sessão mais curta e baixa liquidez devido ao jogo da seleção brasileira contra Camarões na Copa do Mundo. O dólar foi pressionado pela leitura preliminar do PMI industrial da China, apesar de indicadores econômicos positivos dos EUA.

O dólar terminou cotado a R$ 2,2180 (-0,58%) no balcão. O volume de negócios totalizou US$ 618 milhões. No mercado futuro, o dólar julho era negociado a R$ 2,2220 (-0,60%).

O dólar iniciou a sessão em queda em relação ao real, pressionado pela valorização das moedas de países emergentes e ligadas a commodities após a alta maior que a esperada do PMI industrial da China em junho para 50,8, de 49,4 em maio, maior nível em sete meses.

Mais tarde, a moeda bateu mínimas ante o real, após a venda de até US$ 200 milhões em contratos de swap cambial no mercado futuro pelo Banco Central. Segundo um operador, a liquidez reduzida no começo do dia deve ter favorecido a aceleração do ajuste negativo. Em outra operação, para rolagem, o BC vendeu 10 mil contratos de swap cambial ofertados que vencem em 1º de julho de 2014. O valor total da oferta foi de US$ 494,7 milhões.

O dólar reduziu pontualmente a queda após a divulgação de dados da atividade industrial e de imóveis nos EUA. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial dos EUA subiu para 57,5 em junho, de 56,4 em maio, segundo dados preliminares da Markit. O patamar atingido em junho foi o maior desde maio de 2010. Um outro relatório mostrou que as vendas de moradias usadas nos EUA subiram 4,9% em maio ante abril, para uma taxa anual sazonalmente ajustada de 4,89 milhões de unidades. O dado veio acima das projeções dos analistas, que previam avanço de 2,2% nas vendas, para 4,75 milhões de unidades.

Mais cedo, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que a previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou de 1,24% para 1,16%. Há quatro semanas a expectativa era de 1,63%. Para 2015, a estimativa de expansão recuou de 1,75% para 1,60% - um mês antes estava em 1,96%. Os economistas consultados mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 de 11,00% ao ano. Para 2015, a mediana ficou estável em 12% pela quarta semana consecutiva.

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