Dólar fecha novembro em alta de 3,84%

Moeda norte-americana registrou a segunda alta consecutiva e fechou com valorização de 1,91% nesta sexta-feira, sob influência de discurso do presidente do BC

Fabrício de Castro, Agência Estado

28 de novembro de 2014 | 17h21


O dólar emplacou nesta sexta-feira, 28, a segunda sessão consecutiva de ganhos ante o real, ainda sob a influência de comentários feitos ontem pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. A leitura feita por grande parte do mercado, de que o BC pode não continuar com os leilões diários de dólar no mercado futuro (swap) no ano que vem, continuou influenciando os negócios, a despeito de Tombini ter afirmado mais tarde que "não disse absolutamente nada sobre o programa a partir de 2015". O viés para o dólar trazido do exterior também era de alta, com as moedas de países exportadores de commodities sendo pressionadas.

No fim da sessão de hoje, o dólar à vista de balcão registrou ganhos de 1,91%, aos R$ 2,56.

Em dois dias, a moeda acumulou alta de 2,48% e, na semana, ganho de 2,11%. Considerando todo o mês de novembro, a moeda teve alta de 3,84%

Na cotação mínima do dia, às 9h02, a moeda marcou R$ 2,54 (alta de 0,45%) e, na máxima, atingiu R$ 2,58 (alta de 2,46%).

Na tarde de ontem, Tombini afirmou durante coletiva com a nova equipe econômica que o "estoque de derivativos cambiais ofertado pelo BC até o presente momento já atende de forma significativa a demanda por proteção cambial da economia". Parte do mercado interpretou isso como um sinal de que os leilões diários de swap podem não continuar no ano que vem. Em reação, o dólar acelerou ontem os ganhos ante o real tanto no mercado à vista quanto no futuro.

Posteriormente, o mesmo Tombini afirmou, em entrevista ao Blog do Planalto, que "não disse absolutamente nada em relação ao que vai ser o programa a partir de 1º de janeiro de 2015, que é até quando esse programa vai".

Hoje, os investidores ponderaram as declarações de Tombini, mas ainda prevaleceu o viés de alta para o dólar, com a expectativa de que, de fato, o programa regular possa acabar no fim deste ano.

Ao mesmo tempo, o dólar subia de forma consistente no exterior ante várias outras moedas. Tudo porque a decisão de ontem da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de manter o atual nível de produção de petróleo, foi mal recebida pelos investidores, que esperavam uma redução. Além disso, a perspectiva de uma recuperação cambaleante na zona do euro e no Japão contribuiu para azedar o humor dos investidores, que preferiram vender moedas de países exportadores de commodities, como o dólar australiano e o peso mexicano.

Perto das 16h30, o dólar americano subia 0,19% ante o dólar australiano, tinha alta de 0,87% ante o canadense, subia 0,88% ante o rand sul-africano, tinha ganho de 0,64% ante a lira turca e avançava 1,00% ante o peso mexicano.

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