Dólar fecha praticamente estável em dia volátil e com atuações do BC

Moeda dos EUA encerrou com leve ganho de 0,08%, cotada a R$ 2,438; apesar dos rumores, governo não anunciou novas medidas para o câmbio

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

22 de agosto de 2013 | 17h29

A expectativa de medidas do governo para segurar o avanço do dólar no Brasil adicionou volatilidade ao mercado de câmbio nesta quinta-feira, 22. Nas mesas de operações, todos aguardavam desdobramentos da reunião da presidente Dilma Rousseff com a equipe econômica, na noite passada, e da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), nesta tarde. Sem novidades por enquanto, o dólar à vista no balcão oscilou bastante para encerrar o dia com ganho de 0,08%, cotado a R$ 2,4380 - ainda o maior patamar de fechamento desde 2 de março de 2009, quando marcou R$ 2,4430.

Pela manhã, o Banco Central (BC) interveio conforme o previsto. A autoridade monetária vendeu 20 mil contratos de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), em um total de US$ 986,4 milhões. A operação, como vem ocorrendo desde a última semana, visou à rolagem de contratos de swap que vencem em 2 de setembro. O BC também fez dois leilões de linha (venda de dólares no mercado à vista com compromisso de recompra). No primeiro, rejeitou tudo e, no segundo, aceitou propostas. Dessa forma, não se sabe quanto dos US$ 4 bilhões dos dois leilões de linha foram negociados.

Às 11h55, a moeda norte-americana atingiu a máxima da sessão, a R$ 2,4540 (+0,74%) e, às 13h23, a mínima, a R$ 2,4240 (-0,49%).

"Pela manhã, nós percebemos um movimento de entrada de dólares no País, com os exportadores aproveitando a cotação alta da moeda. E teve também o leilão de linha do BC", citou Luiz Carlos Baldan, diretor da Fourtrade. "E, no mercado pronto, quem vende moeda de manhã muitas vezes compra à tarde para fazer day trade", acrescentou, em referência a transações para buscar ganhos em um único pregão.

À tarde, o dólar à vista continuou oscilando, mas sem se afastar da estabilidade, enquanto no mercado futuro a divisa dos EUA para setembro continuava firme no território negativo. "O dólar subiu muito ontem no futuro e o mercado sabe que se vier uma ''paulada'', pode ser por aí", comentou Sidney Nehme, sócio da NGO Corretora, referindo-se a possíveis medidas para conter a especulação no segmento, que, nos últimos dias, puxou o avanço da cotação à vista.

À tarde, a notícia de que a reunião CMN seria de rotina deu alguma força ao dólar no mercado à vista e reduziu as perdas no futuro - mas apenas momentaneamente. Às 17 horas, com o mercado à vista fechado, o dólar para setembro caía 0,92%, para R$ 2,4365. "Vale lembrar que o governo não costuma mesmo anunciar medidas cambiais com os mercados abertos", acrescentou um profissional.

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