Dólar fecha quase estável, a R$ 2,317

Moeda americana oscliou entre perdas e ganhos um dia após ser anunciada a volta aos dois dígitos da taxa básica de juros (Selic) 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de novembro de 2013 | 17h22

Os dados das contas do governo central divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 28, somados a ajustes técnicos em relação à sessão da véspera e à disputa que antecede a formação da Ptax de fim de mês impulsionaram os ganhos do dólar ante o real, mas a moeda perdeu força perto do fim dos negócios, fechando muito próxima da estabilidade.

O dólar oscilou entre perdas e ganhos na primeira parte da sessão, após o comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) apresentar mudanças em relação aos anteriores e um leilão do BC de contratos de swap cambial bem-sucedido. O comunicado da reunião do Copom retirou a frase que apareceu nos quatro documentos anteriores, na qual dizia que o aperto monetário "contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano". Além disso, o BC chamou a atenção para o fato de ter iniciado o aperto monetário em abril de 2013, passando a ideia de que o ciclo já é longevo. A autoridade monetária elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto porcentual, para 10% ao ano.

À tarde, o resultado fiscal decepcionante ajudou o dólar ganhar força e atingir a máxima de R$ 2,3340 no dia. Segundo o Tesouro Nacional, o governo teve superávit primário de R$ 5,436 bilhões em outubro, o número mais baixo para o mês desde 2004, quando foi de R$ 4,471 bilhões. Em setembro, o déficit foi de R$ 10,473 bilhões.

O dólar perdeu força, no entanto, na reta final dos negócios, em meio à liquidez bastante reduzida no mercado, devido ao feriado nos EUA, e após o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, tentar minimizar os números ruins do governo central. O dólar fechou com alta de 0,04%, cotado em R$ 2,3190.

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