Dólar fica sem direção, afetado por dados e falas do Fed

O dólar ficou sem direção clara nesta quinta-feira, 27, avançando ante alguns rivais e recuando frente a outros. Por um lado, a moeda recebeu suporte de uma série de indicadores positivos sobre a economia dos Estados Unidos. Por outro, comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a manutenção da política monetária acomodatícia mantiveram o dólar sob pressão.

Agencia Estado

27 de junho de 2013 | 18h57

No fim da tarde em Nova York, o euro subia para US$ 1,3038, de US$ 1,3011 no fim da tarde da véspera. O dólar subia para 98,36 ienes, de 97,75 ienes; a moeda comum europeia avançava para 128,31 ienes, de 127,13 ienes. A libra esterlina caía para US$ 1,5260, de US$ 1,5314. O dólar avançava para 0,9453 franco suíço, de 0,9432 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, subia para 74,696 pontos, de 74,595 pontos.

Os gastos com consumo nos EUA - que respondem por cerca de um terço do PIB - tiveram aumento de 0,3% em maio ante abril, dentro da expectativa dos analistas. A renda pessoal avançou 0,5%, acima da projeção de alta de 0,2%. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), favorito do Fed para medir a inflação, subiu 0,1% em maio e 1% em 12 meses, permanecendo abaixo da meta do banco central, de 2%.

Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 346 mil na semana encerrada em 22 de junho, praticamente em linha com as expectativas dos analistas, de 345 mil. Além disso, as vendas pendentes de moradias subiram para o nível mais alto em mais de seis anos, reforçando a noção de recuperação do mercado imobiliário. Em contrapartida, os índices de atividade regional das distritais do Fed de Kansas City e de Chicago sofreram queda, mas foram ignorados pelos mercados.

Em um movimento provavelmente orquestrado, três dirigentes do Fed tentaram mais cedo corrigir a interpretação do mercado sobre o discurso de Ben Bernanke, presidente da instituição, na semana passada. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA subiram fortemente desde que Bernanke alertou que o Fed poderia reduzir suas compras de bônus este ano e depois que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) alterou suas projeções e agora espera que o desemprego caia para 6,5% em meados de 2014, e não mais em 2015. Muitos investidores interpretaram com isso que um aperto na política monetária estava mais próximo do que se pensava.

O presidente do Fed de Nova York, William Dudley, um dos membros mais poderosos do Fomc, ao lado de Bernanke e da vice Janet Yellen, disse que os mercados financeiros estão avaliando de forma equivocada o banco central, se pensam que um aperto na política monetária está mais perto. "Uma alta nas taxas de juros de curto prazo provavelmente está em um futuro distante", mesmo sendo possível que o Fed diminua o ritmo do seu programa de compra de bônus ainda este ano, disse ele. "Essa expectativa está descasada com os comunicados do Fomc e as expectativas da maioria dos participantes do comitê", acrescentou.

"Os mercados ainda estão, francamente, digerindo a mensagem do Fed. Mesmo assim, o efeito dos comentários dos dirigentes do banco central nos últimos dias tem sido o de acalmar os mercados um pouco. Temos visto menos pressão no mercado de bônus, que dita o tom do mercado de câmbio", afirmou Vassili Serebriakov, estrategista de câmbio do BNP Paribas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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