Dólar ganha força por surpresa no mercado de trabalho

O dólar se valorizou diante das principais moedas internacionais nesta quinta-feira, 26, impulsionado pela melhora no mercado de trabalho norte-americano.

Agencia Estado

26 de setembro de 2013 | 18h37

Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 305 mil na última semana, de 310 mil na semana anterior, conforme números revisados. Analistas ouvidos pela Dow Jones projetavam uma elevação para 330 mil. Os investidores têm acompanhado com atenção números no mercado de trabalho, uma vez que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) tem condicionado a retirada dos estímulos de US$ 85 bilhões por mês à melhora da economia.

"O número de pedidos de auxílio-desemprego indicou um crescimento mais rápido no mercado de trabalho dos EUA, então isso foi visto como um fator para manter o Fed no caminho para reduzir os estímulos, talvez já no fim do próximo mês", afirmou o analista sênior de mercado da Western Union Business Solutions, Joe Manimbo.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed se reunirá em 29 e 30 de outubro, sendo que a redução dos estímulos faria com que o dólar se valorizasse perante as moedas internacionais. Na sexta-feira da semana que vem, 4, os EUA vão divulgar o relatório de emprego referente a setembro.

Durante a manhã, o dólar também chegou a ganhar força com o discurso do diretor do Fed Jeremy Stein. Ele disse que a decisão de manter os estímulos foi difícil e que estaria confortável com uma redução das compras na reunião da semana passada. Stein tem direito a voto no Fomc.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia para 99,02 ienes, de 98,43 ienes no fim da tarde da véspera. O euro caía para US$ 1,33489, de US$ 1,3526, e avançava para 133,51 ienes, de 133,15 ienes. A libra tinha queda para US$ 1,6042, de US$ 1,6081. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal estava em 72,982, em comparação com 72,770 na quarta-feira. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
moedas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.