Dólar ganha mais fôlego, sobe 1,13% e vale R$ 1,7940

Entre os fatores que mantiveram a moeda em alta está, ainda, a preocupação com a Grécia

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 17h47

Ao contrário da manhã, quando apresentou grande volatilidade, na segunda etapa dos negócios o dólar se manteve em alta sem abandonar o patamar de R$ 1,79, refletindo ainda a preocupação dos investidores com a Grécia e alguns ajustes de posição no mercado interno. Nem mesmo o rebaixamento da Itália, ontem, pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P), mudou o foco do mercado. A moeda norte-americana fechou com valorização de 1,13%, cotada a R$ 1,7940, maior valor desde 1 de julho de 2010, quando valia R$ 1,7950.

Na mínima, o dólar no balcão atingiu R$ 1,7690 e, na máxima, R$ 1,7980. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,7965, elevação de 0,48%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,7880. Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o forte movimento de desvalorização do real é normal em situação de grande aversão ao risco. Segundo ele, tanto o dólar quanto os Treasuries norte-americanos continuam sendo ativos de proteção. "Se alguém quebrar, o último serão os EUA", disse, lembrando ainda que tanto o dólar quanto os Treasuries apresentam movimento semelhante ao verificado em 2008, quando houve a queda do banco Lehman Brothers. "Na época, o dólar chegou próximo de R$ 2,60. Não descarto a possibilidade de a moeda norte-americana atingir R$ 2,00 no curto prazo (cerca de um mês) com o atual cenário", disse. Além disso, a evolução do T-note de dez anos está abaixo do patamar atingido em 2008, "sugerindo que agora pode ser, ou é, tão ruim quanto antes", avalia Perfeito.

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