Dólar inicia negócios em alta sob efeito China

Por volta das 9h35 o dólar à vista no balcão subia 0,30%, a R$ 2,3700, enquanto o dólar para abril avançava 0,23%, a R$ 2,3835

Álvaro Campos, da Agência Estado,

12 de março de 2014 | 09h50

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira, 12, com a crise na Ucrânia e a desaceleração da China alimentando o sentimento de aversão ao risco que vem sendo observado nos últimos dias. Enquanto uma solução diplomática para o conflito entre Ucrânia e Rússia parece cada vez menos provável, nesta madrugada serão divulgados diversos indicadores sobre a economia chinesa e os investidores estão se precavendo contra possíveis surpresas negativa.

Apesar disso, o leilão diário de swap cambial e a terceira etapa da rolagem de contratos que vencem em abril mantêm o dólar contido. Além dos 4 mil swaps diários, o Banco Central vende hoje mais 10 mil contratos para continuar com a rolagem. Por volta das 9h35 o dólar à vista no balcão subia 0,30%, a R$ 2,3700, enquanto o dólar para abril avançava 0,23%, a R$ 2,3835.

Também está no radar dos investidores a reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com empresários, às 11 horas, em Brasília. Além disso, continua a visita dos representantes da agência de classificação de risco Standard & Poor''s ao País para reavaliar o rating soberano. Segundo apurou a Agência Estado, com fontes do setor privado que estiveram reunidas com a S&P, a decisão está em aberto, mas há quem acredite que eles "reconhecem as qualidades" do Brasil, principalmente após a definição da meta de um superávit primário de 1,9% para este ano.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA de fevereiro subiu 0,69% ante janeiro, acima da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,65%. Em relação a fevereiro do ano passado, a alta foi de 5,68%. Apesar disso, o índice de difusão - que mede o quanto a alta de preços está disseminada entre os itens que compõem a cesta - caiu para 63,6% em fevereiro, de 71,5% em janeiro, o que segura um pouco os ganhos dos juros.

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