Dólar inicia pregão em alta, atento ao Banco Central

Fala de presidente do BC, Alexadre Tombini, acerca de menor procura por swaps, gerou expectativas de mudança no programa de leilões

Olívia Bulla, da Agência Estado,

23 de maio de 2014 | 10h13

O dólar abriu o pregão desta sexta-feira, 23, em alta. Os investidores estão atentos às estratégias do Banco Central, um dia após o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, afirmar que há certo arrefecimento na demanda por swap, o que gerou expectativas de mudança no programa de intervenção cambial. Em todo caso, o tom dos negócios para o dia é de cautela por causa do fim de semana prolongado nos Estados Unidos e no Reino Unido, que não negociarão na próxima segunda-feira, 26, e também das eleições que acontecem na Ucrânia, no domingo, mesmo dia em que se encerram as votações para o Parlamento Europeu.

Por volta das 10 horas, no mercado balcão, o dólar à vista subia 0,23%, cotado a R$ 2,2210, depois de oscilar entre uma máxima a R$ 2,2230, em alta de 0,32% exibida na abertura, e uma mínima em R$ 2,2160, estável. No mercado futuro, o contrato para junho valia R$ 2,2240, com alta de 0,18%.

Esse viés positivo nos negócios com dólar prevalece, em meio à expectativa pelos dados do setor externo, que o Banco Central divulga às 10h30, a percepção de mudança no programa de leilões de swap cambial a partir de 1º de julho e especulações em torno de uma nova pesquisa eleitoral, desta vez, do Vox Populi.

Há pouco, o Banco Central vendeu os 4 mil contratos de swap cambial ofertados. A venda somou US$ 198,4 milhões para o vencimento em 2 de fevereiro de 2015. A taxa nominal foi de 1,1768% e a linear, 1,150%. O PU mínimo ficou em 99,201400 e a taxa de corte, em 28,57%. Para o vencimento em 1º de dezembro de 2014, foram rejeitadas todas as propostas apresentadas pelos participantes do leilão.

Já no exterior, o dólar mede forças ante as principais moedas de países emergentes, mas ganha terreno ante o euro, que sente os efeitos dos números decepcionantes da confiança alemã e a expectativa cautelosa com as eleições na Ucrânia e vários países europeus. Esses mesmos fatores também reduzem o ímpeto das principais bolsas europeias. No horário acima, o euro caía a US$ 1,3632, de US$ 1,3656 no fim da tarde de ontem em Nova York.

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