Dólar interrompe sequência de sete quedas e fecha em alta

Pregão foi marcado por forte oscilação, mas o sinal positivo acabou prevalecendo na última hora dos negócios e a moeda norte-americana terminou com valorização de 0,43%, cotada a R$ 3,068

Denise Abarca, Agência Estado

09 Abril 2015 | 11h39

Texto atualizado às 17h11

Após acumular perdas de mais de 5% em uma sequência de sete baixas consecutivas, o dólar fechou hoje em alta ante o real. O sinal positivo foi definido na última hora de negócios, quando a moeda passou a renovar as máximas, com o aumento da pressão externa estimulando o movimento de correção às perdas anteriores. Até então, a moeda oscilava com ganho discreto, rondando os níveis de ontem.

O dólar à vista no balcão subiu 0,43%, a R$ 3,068. Oscilou da mínima de R$ 3,028 (-0,88%), pela manhã, à máxima de R$ 3,073 (+0,59%), pouco antes do fechamento. O volume financeiro perto das 16h30 era de US$ 723 milhões, sendo US$ 674 milhões em D+2. O dólar para maio avançava 0,63%, a R$ 3,091.

A sessão foi marcada pela volatilidade, principalmente na parte da tarde quando a moeda não firmou trajetória única, alternando ligeiras altas e ligeiras baixas, sem se distanciar muito da estabilidade. A falta de direção clara refletia um mercado dividido entre recompor ganhos após sete sessões seguidas de baixa e diante da direção de alta no exterior ou seguir vendedor ainda na esteira da melhora do cenário político doméstico.

Até a decisão da Fitch, de rever a perspectiva da nota soberana do Brasil de neutra para negativa, foi relativizada, com os analistas dando mais importância ao fato de a agência não ter alterado o rating em si, mas somente a perspectiva. Os investidores acreditam que a classificação BBB dada pela agência está atrasada ante as demais. "O outlook negativo foi melhor do que o mercado estava pensando, de que iriam direto para o downgrade", disse o economista-chefe do Banco Brasil Plural, Mário Mesquita.

Mais conteúdo sobre:
mercadosdólarcâmbioIbovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.