Dólar mantém cautela e sobe após leilão do BCE

Passada a euforia inicial, percepção é de que momento ainda é de cautela

Cristina Canas, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2011 | 10h51

No mercado de câmbio, o dólar comercial abriu em alta e às 10h46 subia 0,71%, cotado a R$ 1,856, com os investidores atentos a injeção de quase 500 bilhões de euros, com prazo de três anos, anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE). Passada a euforia inicial, a percepção é de que a injeção de liquidez tende a enfraquecer a moeda única europeia e que o momento ainda é de cautela.

Pelo menos teoricamente, no médio e longo prazo, o aumento de liquidez provocado pelo BCE deve ter a função de desvalorizar o euro e ajudar na recuperação econômica da Europa, além de aliviar o risco das instituições financeiras que, em troca desses recursos, puderam entregar títulos dos países que enfrentam a crise de dívida e a retração econômica. Porém, é possível, e provável, que diante das incertezas, os bancos concentrem esse dinheiro em seus caixas e a circulação do dinheiro não ocorra tão fácil e prontamente.

No exterior, o restante do dia ainda conta com uma agenda farta, que pode mexer nos negócios e acentuar a volatilidade. Na Europa tem confiança do consumidor na zona do euro. Nos EUA saem mais dados do setor imobiliário (vendas de moradias usadas) e de petróleo.

Internamente, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que atingiu 0,56% em dezembro ante 0,46% em novembro. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam inflação entre 0,46% e 0,61%, e foi idêntico à mediana das previsões. Com este resultado, o IPCA-15 encerrou o ano com alta de 6,56%, após subir 5,79% em 2010, ligeiramente acima do teto da meta inflacionária para este ano (6,5%). No decorrer do dia serão divulgados ainda os números de crédito de novembro, os dados da Previdência e o relatório mensal da Dívida Pública referente ao mês passado.

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