Dólar mantém queda e Bolsa, oscilando muito, realiza lucros

Balanço Fevereiro/061º- Os Fundos de Renda Fixa puros devem fechar o mês com rendimento bruto na faixa de 1% a 1,25%, dependendo também da taxa de administração do fundo, um pouco acima dos Fundos DI, em razão da queda dos juros futuros e prêmios dos títulos públicos.2º- Os Fundos DI devem fechar o mês com rendimento bruto na faixa de 0,95 a 1,20%, dependendo da taxa de administração do fundo.3º- Os títulos indexados ao IGP-M, com o indicador de fevereiro apresentando inflação de 0,01%, devem fechar o mês com resultados bem abaixo dos Fundos de Renda Fixa e DI, com rendimento bruto na faixa de 0,45% a 0,75%, dependendo do prazo do papel.4º- A Bolsa brasileira encerrou o mês praticamente estável, com pequena alta de 0,59%.5º- O dólar apresentou desvalorização em torno de 3,39%.6º- O ouro registrou queda de 4,17%.7º- O euro teve importante desvalorização de cerca de 5,50%.Durante o mês de fevereiro, os fatores que mais influenciaram o mercado foram:1- Posse do novo chairman do FED, Ben Bernanke, que indicou continuidade dos aumentos dos juros americanos. Esse fator propiciou realização de lucros na maioria das bolsas mundiais;2- Queda no preço do petróleo, oscilando em torno de U$ 60;3- Pesquisas indicando recuperação da popularidade do Presidente Lula;4- Isenção de Imposto de Renda para investidores estrangeiros comprarem títulos da dívida interna. Isso levou o dólar a nova queda importante.Cenário para marçoPara março, os mercados continuarão atentos à economia norte-americana: os juros e os indicadores de crescimento e de inflação.Os mercados acionários mundiais, incluído o Brasil, apresentaram grande oscilação em fevereiro, com vários países observando realizações de lucros. Não descarto novas realizações para os próximos meses.As aplicações em juros (Fundos de Renda Fixa e DI) ainda continuam muito favorecidas, em razão do alto juro real, pois a inflação já dá sinais de queda forte nos próximos meses. Na reunião do Copom é possível um maior grau de agressividade com uma redução de 1% ao ano.Do lado cambial, o dólar continua fraco, fato agravado pela divulgação da isenção de Imposto de Renda para investidores estrangeiros comprarem títulos da dívida interna e pelo fluxo positivo de dólares. A menos que haja algum declínio nesses saldos ou o Banco Central modifique sua atuação no mercado, a tendência é de termos um dólar estável ou até caindo.- Os Fundos DI são a opção mais rentável e segura no momento, apesar das reduções dos juros que devem ocorrer nos próximos meses, continuam a proporcionar excelente juro real bruto. Em março, o rendimento bruto será na faixa de 1,10 a 1,45%, dependendo da taxa de administração do fundo e da "marcação a mercado".- Os Fundos de Renda Fixa em fevereiro voltaram a apresentar rendimento pouco acima dos Fundos DI, devido à "marcação a mercado" dos títulos federais que se valorizaram com a queda dos juros futuros. Apresentam-se como boas opções de diversificação para investidores moderados e agressivos. O seu rendimento futuro dependerá da inflação, da previsão do mercado dos juros futuros e da real política diária implementada pelo Banco Central. O rendimento bruto em março deverá ser similar aos Fundos DI, se não houver qualquer surpresa por parte da percepção do mercado com os juros futuros.- Os títulos indexados à variação do IGP-M continuam como opções de investimento a longo prazo como diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 10% a 11% ao ano, mais variação do IGP-M. Com o IGP-M de fevereiro apresentando inflação de 0,01%, tiveram resultados fracos, bem abaixo dos Fundos DI e Renda Fixa.- Os Fundos Cambiais (dólar e euro), com a divulgação da isenção de Imposto de Renda para investidores estrangeiros comprarem títulos da dívida interna, mantêm-se como opções para diversificação de portfólio para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário interno e/ou externo piorem.- O ouro apresentou alta volatilidade em fevereiro no exterior. Similar aos fundos cambiais, continua uma opção conservadora atraente para diversificação, devido ao baixo valor do dólar no mercado doméstico e à cotação do ouro no mercado internacional ainda estar em patamar interessante.- A Bolsa brasileira fechou praticamente estável devido à realização de lucros, em razão das fortes altas dos últimos meses. Consideramos 30.670 pontos o valor justo para índice Bovespa, ou seja, em termos históricos (1968 até 2006) o valor que não apresenta ágio ou deságio no preço médio das ações. Ao nível atual de 38.610 pontos, o Ibovespa apresenta ágio médio de 25,9%.- As bolsas mundiais, de maneira geral, tiveram um mês de baixa em fevereiro, devido a realizações de lucros. As perspectivas continuam boas para o médio e longo prazos, dependendo do crescimento dos EUA e China. As opções com maior potencial de retorno são as bolsas do Japão, Áustria, França e Reino Unido (países desenvolvidos) e Malásia, Chile, Cingapura e Hong Kong (países emergentes).- Os imóveis comerciais continuam a preços históricos baixos, embora já apresentem alguma recuperação com a melhoria nas perspectivas do crescimento econômico. Boa opção para diversificação de portfólio de investidores com perfil conservador e moderado.

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