Dólar na BM&F abre em baixa de 0,10% a R$ 2,1295

O dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu hoje em queda de 0,10%, a R$ 2,1295, na máxima. O câmbio deve receber as influências da movimentação que houver nas taxas futuras de juros. Hoje à noite o Comitê de Política Monetária (Copom) decide e anuncia a nova taxa básica de juros da economia, a Selic, e os investidores ainda estão divididos nas apostas entre um corte de meio ponto e uma redução de 0,25 ponto porcentual. Os investidores em câmbio devem continuar pautados, também, pelo comportamento dos ativos internacionais, fluxo de recursos e intervenções do Banco Central. O componente novidade da manhã desta quarta-feira, no exterior, é o discurso feito pelo presidente norte-americano George W. Bush, ontem à noite, e que está tendo impacto direto no preço do petróleo e empresas ou mercados ligados à produção de energia com recursos renováveis. O líder da maior economia do planeta afirmou que pretende baixar o consumo de gasolina no país em 20% nos próximos dez anos, reduzindo a dependência do petróleo e a emissão de gás carbônico. Ao mesmo tempo, Bush avisou que trabalhará para elevar as reservas de petróleo dos EUA. Perante duas informações que pesam de formas opostas nas estimativas para a demanda da commodity, o mercado reagiu com a volatilidade no preço do barril. Num primeiro momento, os investidores subiram os preços do petróleo dando maior importância aos planos de médio e longo prazos. Passada a primeira reação, no entanto, o valor da commodity cedeu computando os esforços prometidos para o aumento das reservas. E a oscilação tem outro motivo para continuar: hoje serão divulgados os dados dos estoques de petróleo e derivados norte-americanos, às 13h30. A fala de Bush está repercutindo também nos mercados acionários dando fôlego às empresas relacionadas com a produção de fontes energéticas alternativas e renováveis. Isso poderá respingar no Brasil, na medida em que tiver impacto no preço e nas expectativas de demanda por papéis de empresas do segmento. Principalmente se essa eventual demanda vier de investidores estrangeiros.

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