Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Dólar cai 1,55% e fecha a R$ 3,75 em linha com o exterior

A perspectiva de que o Federal Reserve elevará os juros nos EUA apenas em 2016 serve de motivo para a queda da moeda

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 09h47

(Atualização às 17h22)

SÃO PAULO - O dólar emplacou nesta sexta-feira, 9, mais um dia de baixa ante o real, sob influência direta do exterior. A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros apenas em 2016, que ganhou corpo desde o último dia 2, continuou servindo de motivo para que, no Brasil, investidores reduzissem posições compradas na moeda americana. 

O dólar à vista de balcão cedeu 1,55%, aos R$ 3,7510. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,87% e, no mês, recuo de 5,61%. Na máxima de hoje, às 10h28, a divisa marcou R$ 3,7740 (-0,94%) e, na mínima, vista às 12h11, atingiu R$ 3,7240 (-2,26%). 

O viés era claramente negativo para o dólar no início do dia, após a ata do último encontro do Fed, divulgada ontem, ter trazido indicações de que o aperto monetário nos EUA ficará para um futuro mais distante. Entre os fatores que levam os investidores a concluírem isso estão a projeção de inflação do Fed, indicando taxa inferior a 2% até o fim de 2018, e as preocupações com várias economias ao redor do mundo, incluindo Brasil e China.

Durante esta sexta-feira, dirigentes da instituição comentaram publicamente a questão da alta de juros nos EUA - que quando vier poderá atrair recursos que, atualmente, estão aplicados em países como o Brasil. E mais uma vez não ficou claro, pelos discursos, qual será a postura da instituição, embora a maior parte dos players tendam a esperar por um aumento de taxas apenas em 2016.

O presidente da regional de Chicago do Fed, Charles Evans, afirmou que o momento de elevação dos juros não é tão importante quanto o ritmo da ação. "A taxa de juros deveria ficar abaixo de 1% até o fim de 2016", afirmou. Segundo ele, a decisão do Fed será guiada pelos indicadores. "Quero ter mais confiança de que a inflação subirá antes de apoiar a elevação de juros", acrescentou.

Já o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, afirmou que, se a economia evoluir como esperado, "as taxas serão elevadas em 2015". "O Fed poderá aumentar as taxas de juros em sua reunião de política monetária em outubro", disse. Ao mesmo tempo, o titular do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse ser improvável a adoção de taxas negativas de juros no curto prazo.


Tudo o que sabemos sobre:
DólarcâmbioBovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.