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Dólar opera de lado sem desviar atenção da Europa

Investidores estão de olho no BCE desde que a instituição descartou a possibilidade de incrementar as compras de bônus

Cristina Canas, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 10h15

O dólar comercial iniciou o pregão em baixa, mas às 10h13 mostrava estabilidade, cotado a R$ 1,844, em dia de decisão sobre juros nos Estados Unidos. O resultado do encontro do Federal Reserve sai às 17h15, mas como o mercado não espera nenhuma mudança nem na taxa, nem no programa de compras de títulos públicos que vem dando liquidez ao mercado nestes tempos de crise, as atenções devem continuar prioritariamente dirigidas à Europa.

Por lá, os investidores estão de olho nas atuações do Banco Central Europeu desde que o presidente da instituição, Mario Draghi, descartou a possibilidade de incrementar as compras de bônus e as operações encolheram. Hoje, no entanto, os rumores são de que o BCE já comprou bônus da Espanha e da Itália.

Um leilão feito pela Espanha é um dos destaques do dia. O país saiu-se bem, captando 5 bilhões de euros, mais do que esperava. As taxas ficaram em 4,008% para os papéis de 12 meses e em 4,25% nos títulos de 18 meses, menores do que aqueles registrados nas últimas operações. A Grécia também foi a mercado, conseguiu o dinheiro pretendido e o juro ficou perto do anterior. Logo depois dessas operações, saiu também o indicador de expectativas na Alemanha, que subiu pela primeira vez em nove meses.

Ainda assim, merece registrar que o clima de cautela provocado pelas agências de classificação de risco não se dissipou por completo. A Standard e Poor''s e a Moody''s avisaram que vão revisar as notas de países europeus, isso é motivo de apreensão e pode haver volatilidade.

Internamente, o mercado começou o dia conhecendo os dados de desempenho do varejo, que vieram em linha com o estimado. Os números são um pouco defasados, referentes a outubro, mas têm importância porque medem a demanda doméstica. As primeiras avaliações são de que não há conclusões ainda sobre o impacto da crise na demanda doméstica, mas há sinais e que o pior pode ter sido superado, até porque o governo já reagiu à desaceleração.

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