Dólar opera em alta ante o real e chega a R$ 2,23

Moeda americana segue o movimento observado de alta em relação a outras moedas de países exportadores de commodities

Luciana Antonello Xavier, Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 10h20

SÃO PAULO - O dólar à vista negociado no balcão abriu em alta nesta quarta-feira, batendo a cotação de R$ 2,21 (+0,59%), seguindo o movimento observado em relação a outras moedas de países exportadores de commodities.

Ao longo da manhã, a cotação da moeda americana seguiu a tendência de alta mesmo após o leilão diário do Banco Central (BC) e chegou a R$ 2,23. Às 11h43, o dólar atingiu a máxima do dia até o horário, em alta de 1,68%, cotado a R$ 2,2340.

Os mercados mantêm a cautela nesta quarta-feira, 25, diante das preocupações em relação à situação fiscal dos Estados Unidos e dos sinais distintos em relação aos rumos da política monetária do Federal Reserve. Os mercados também aguardam por indicadores que possam sinalizar melhor quando o Federal Reserve poderá começar a reduzir os estímulos monetários.

O dólar, que cai em relação ao euro e iene, mas sobe ante as moedas ligadas a commodities e isso deve ajudar a definir a direção de abertura ante o real. "Por enquanto o mercado está meio travado. O dólar deve seguir oscilando ao redor de R$ 2,20, R$ 2,21, mas o viés é de alta por causa das moedas ligadas a commodities. No entanto, o investidor espera por mais dados nos EUA para identificar quando será a redução dos estímulos monetários e aí sim fazer suas apostas", comentou há pouco um operador de banco.

Leilão diário

O Banco Central vendeu 9.650 contratos de swap cambial com vencimento em 3 de fevereiro de 2014, que colocou à disposição do mercado. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro e na operação de hoje somou US$ 480,1 milhões.

A operação de hoje faz parte da estratégia do BC, anunciada no dia 22 de agosto, de realizar leilões diários de swap cambial de US$ 500 milhões, de segunda a quinta-feira, além de leilão de linha às sextas, de US$ 1 bilhão. Por semana, são oferecidos US$ 3 bilhões ao mercado e, até o final do ano, o BC espera ofertar cerca de US$ 100 bilhões por meio desses leilões.

Tombini

A queda do dólar ontem, que fechou em R$ 2,1970, foi influenciada pela fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que voltou a falar do sucesso dos leilões programados de swap e de linha e deixou claro que o BC deve manter sua estratégia e até mesmo aumentar a ração diária se julgar necessário. Em setembro, a moeda acumula baixa de 7,81% e, no ano, alta de 7,43%.

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