Dólar opera em alta, cotado a R$ 1,701

Investidores avaliam o fim do primeiro dia de reunião do G-20 com um pedido dos EUA de que a política cambial não seja usada pelos países como arma para a retomada do crescimento

Cristina Canas, da Agência Estado,

22 de outubro de 2010 | 10h20

O dólar comercial opera em alta de nesta sexta-feira, 22, no mercado interbancário de câmbio. Às 14h48, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,701, valorização de 0,35%. No pregão de ontem, o dólar fechou em alta de 1,19%, cotado a R$ 1,695. 

O encontro dos ministros e representantes dos bancos centrais do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), que serve de preparação para a reunião dos líderes, no próximo mês, chega ao fim do primeiro dia com um pedido dos EUA de que a política cambial não seja usada pelos países como arma para a retomada do crescimento. O país propõe ainda a adoção de metas para os déficits nas contas correntes. Essa estratégia, que poderia facilitar a discussão sobre equilíbrio comercial e cambial entre EUA e China, já encontrou oposição do Japão e da Alemanha.

"Não deve sair nada concreto (no encontro do G-20) a ponto de mexer com o mercado, mas estamos de olho", disse um operador brasileiro, acrescentando que, diante da falta de notícias relevantes no exterior, a abertura dos negócios no mercado de câmbio brasileiro se foca nos acontecimentos internos.

No Brasil, as medidas cambiais ainda ecoam. Ontem, o mercado identificou uma saída importante de recursos, mas não conseguiu avaliar se ela decorre das mudanças de regras ou se era algo já programado. De qualquer forma, a percepção é de que a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas entradas de recursos estrangeiros para renda fixa e para as margens de negócios com derivativos, junto com o fechamento de todas as brechas que permitiriam driblar o pagamento de imposto, está exigindo um ajuste nas posições, com repercussão na taxa de câmbio.

Até porque o mercado teme que as armas do governo continuem a ser disparadas. Ontem, os rumores citavam a possibilidade de quarentena e eventual extensão da cobrança de IOF a aplicações em ações. Tudo especulação.

(Texto atualizado às 14h50)

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