Dólar opera em alta de quase 1% nesta segunda

Tendência de queda desta manhã perdeu força e cotação da moeda americana no Brasil segue acima dos R$ 2,33

Fernando Travaglini e Cristina Canas, Atualizado às 16h01

11 de novembro de 2013 | 10h12

Apesar de abrir os negócios desta segunda-feira, 11, em queda, o dólar era cotado a R$ 2,335 às 16h01, com alta de 0,85%.

O BC fez, nesta manhã, leilão diário de contratos de swap cambial, de até 10 mil contratos para 1/4/14 e 2/6/14. A colocação foi integral, com 7650 contratos para 1/4/2014 e 2/6/2014.

A liquidez hoje é limitada pelo feriado de Nova York e a curiosidade do mercado recai, principalmente, sobre as condições para a operação de rolagem dos contratos (US$ 10,125 bilhões) que vencem em 2 de dezembro e que serão divulgadas ainda pelo BC. A finalidade da operação, que foi anunciada na última sexta-feira, 8, pelo BC, é manter a liquidez em meio ao fluxo cambial negativo do País. Vale lembrar que o vencimento do último dia primeiro de novembro, de aproximadamente US$ 9 bilhões, não foi integralmente rolado. A expectativa para o vencimento de dezembro, no entanto, é de rolagem total visto que nos últimos dias a moeda ganhou pressões adicionais de alta após a divulgação do PIB e dos dados de emprego dos EUA acima do esperado.

Embora vários analistas tenham encontrado sinais desanimadores no detalhamento tanto do PIB quanto dos números do mercado de trabalho norte-americanos, boa parte do mercado considera que os dados aumentaram as chances de o início da reversão dos estímulos à economia dos EUA comece ainda este ano.

A questão fiscal também permanece como grande tema para os mercados domésticos, incluindo o dólar, e é motivo para cautela. Mesmo passando o recado a economistas na sexta-feira de que cumprirá o superávit de R$ 73 bilhões, o governo tenta manobra para não compensar a necessidade de economia primária de Estados e municípios. Ao mesmo tempo, o Refis, esperança de engordar o resultado das contas públicas, pode não ser do tamanho esperado pelo governo caso os bancos não aceitem as condições. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou também que não pretende aceitar uma fórmula de reajuste dos combustíveis que represente uma indexação da inflação.

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